Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

25.2.12

Mau trabalho 




Não há pachorra para a indolência e as abreviaturas escusadas da Brisa.

No exemplo de cima, «C. das Rainha», substituíram «al» por um ponto, e não se dignaram imprimir a preposição «da». Em vez de «Caldas da Rainha», suspeita-se de C. (Cabeças) das Rainha (s), por exemplo.

No exemplo de baixo, substituíram «or» por um ponto. Suspeita-se que há por ali uma localidade que se chamará «Três Vedras».

Depois de um momento, que em condução pode ser importante, percebe-se então que os indolentes, ou quem os governa, não estão para escrever as palavras completas e atiram para a placa de informação um enigma qualquer, e o condutor que o decifre, enquanto conduz.






posted by perplexo  # 22:41

Comments:
Para mim as estradas melhor sinalizadas são de longe as francesas e lá não vejo qualquer abreviatura!
 
E não será isso propositado para quebrar a rotina da condução?
 
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23.2.12

Fundamentalista, eu? 


O governo anda aflito a tentar que lhe emprestem dinheiro com um juro não muito alto, o que não consegue.
Taxas acima de um certo valor são um vórtice que sorve qualquer resultado positivo da economia e garroteia o país. E o país vai perdendo o fôlego.

É patética a situação do país que todas as quinzenas pede mais e mais dinheiro emprestado. Pôs-se a jeito, e os especuladores, que poderiam andar a mendigar-lhe migalhas, tratam-no com toda a sobranceria e desprezo.

Comigo, não!

Há uma série de entidades que teriam falido há muito, financeira e ideologicamente, se todos os portugueses tivessem uma atitude igual à minha:

Os clubes de futebol profissional teriam falido e, provavelmente, teriam retornado a uma pureza amadora;

As religiões e seitas teriam falido e, provavelmente, teriam retornado às convicções pessoais quotidianas;

Os bancos e outros usurários teriam falido ou sobreviveriam com um décimo do pessoal e um centésimo das agências;

Os mercados não teriam aqui uma fonte de dinheiro fácil e, se todo o mundo fizesse o mesmo, não teriam alternativa senão aplicar o dinheiro na produção.

Eu, tu, cada indivíduo pode boicotar as entidades malfazejas e ajudar a derrotá-las. Felizmente para estas e outras entidades quejandas que nem todos procedem como eu!

Comments:
Tem sido esse o meu caminho... coerentemente!
 
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20.2.12

Marca distintiva 




Eucaliptos gentios (não judeus)


Comments:
... mas são árvores usurpadoras!
 
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16.2.12

Ninhos de andorinha 




Reparem como elas ignoraram os fios ali colocados para as incomodarem. Talvez se fossem transparentes… Assim, aproveitaram-nos como suporte dos ninhos.

Acho que nunca tinha visto ninhos com entrada por baixo. Sem cursos de arquitectura. Umas habilidosas!

Comments:
Em breve estarão preenchidos!
 
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15.2.12

Best of... Fevereiro de 2011 


Jorge-laconice

Um membro do PS lançou a ideia de diminuir o número de deputados de 230 para 180.
Pode parecer que a intenção seria a de poupar dinheiro, mas, na verdade, não se sabe, porque ele não justificou.

Por mim, acho muito bem, com uma condição: que tirem 30 deputados ao PS e 20 ao PSD.

Agora, a sério. Isto deve ser uma chico-espertice para reforçar a força percentual dos dois partidos do arco sacador. Vem na mesma linha dos “círculos uninominais” que multiplica os círculos eleitorais, mas onde só um deputado é eleito – o mais votado. Consequência prática: quase todos os círculos elegeriam deputados do PS ou do PSD. Os pequenos partidos desapareceriam. A democracia minguaria para níveis de regime totalitário.

Quando se teme não ganhar, alteram-se as regras do jogo.

Veja-se o que acontece em Portalegre, que elege dois deputados. Poderá Portalegre eleger algum deputado do CDS, do BE, do PC? Claro que não. Portalegre vive num regime de bipartidarismo rígido. Não sei por que votam ainda.

Por mim, aceito que passem a ser só 180 deputados, mas com uma condição: que só haja um círculo eleitoral.

Então, sim, haveria uma democracia plena, onde cada homem valeria um voto, e não como agora, que cada voto nos partidos grandes vale mais que cada voto nos partidos pequenos, devido às consequências do método seguido – o de Hondt.

Comments:
Desde que haja um c´rculo nacional, podem reduzir o que quiserem!
Caso contrário será uma desonestidade encapotada.
 
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10.2.12

Tristeza 


Tentei ir ver a peça que vai no Cinearte, da autoria de Mário de Carvalho, e que me desperta grande curiosidade, porque promete passar-se em contexto duma colónia do Império Romano. Lamentavelmente, à hora de começar, vieram avisar os 6 (seis) espectadores que, dada a diminuta afluência, não haveria espectáculo.

Realmente, empenhar o esforço de 7 actores, mais os 3 ou 4 técnicos envolvidos directamente, mais outros gastos de funcionamento, por um receita de cerca de 85 euros...

É triste, muito triste.

Comments:
É desolador!!
Que país este...!
 
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9.2.12

Você importa-se que os bancos vão à falência? 


Os bancos portugueses anunciaram grandes prejuízos no ano de 2011.

Já não era sem tempo! Todos os anos faziam um grande choradinho por terem baixado os… lucros. Agora, a realidade corrigiu a imparidade.


Aparentemente, os bancos estão na origem da maior parte dos problemas financeiros do país. Como são mitómanos e acreditam no poder produtivo do dinheiro, cometem todo o tipo de atropelos a um prudente investimento, na avidez de grandes proventos, mas quando a bolha especulativa rebenta, apanha-os desprevenidos.

Por um motivo nunca explicado, talvez por o não poder ser, o Estado não deixa os bancos falir.

Os bancos têm sido beneficiados pelo Estado, por todos os meios, desde a expulsão dos aforristas dos certificados de aforro, até à injecção de dinheiros públicos directamente, passando por obrigar as empresas públicas a contraírem empréstimos na banca, por não lhes fornecer as verbas acordadas, a tempo.

No sistema capitalista em que vivemos, não há razão para os bancos não falirem, antes seria um processo regenerador. Mesmo que desaparecessem uns 4 ou 5, ainda restavam muitos. São como as outras pragas: há sempre mais um parasita escondido numa nervura qualquer.

Ontem passei por uma rotunda suburbana onde contei 6. De contentes lhes doem os dentes…

Comments:
Se andam a fechar empresas a torto e a direito, porque não fechar uma boa meia dúzia deles?!
 
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31.1.12

Carne certificada 


Hoje passou-me pelas mãos um jornal de 1982. Eram tempos bem diferentes, mas de lá vêm já os nossos problemas.

Pelo que percebi, estava em curso uma revisão constitucional. Alguma força política tinha proposto a inclusão da figura do salário máximo nacional. Não sei que argumentos foram expendidos a favor ou contra, mas essa alteração não passou. A maioritária AD chumbou-a.

Não me surpreende essa posição. São as forças do liberalismo que nos trouxeram aqui. A sua visão da justeza do mundo é a da desregulação, da competição sem regras, da lei da selva. Os fortes caçam e banqueteiam-se com os fracos, os espertos magicam artifícios para comer a carne dos ingénuos com pouco esforço.

Nunca a pecuária lhes correu tão bem como agora. A carne, indefesa, impotente, entrega-se-lhes submissa e resignada. Portugal é, cada vez mais, uma grande e rentável exploração.

Comments:
Perderam há muito a noção de decência!
 
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22.1.12

Falta de grandeza 


Há um ano, Cavaco, ressabiado pelas críticas na campanha, fazia um discurso de vitória vergonhoso.
Agora, veio queixar-se de ter reformas baixas e necessitar de recorrer às suas poupanças para conseguir pagar as despesas.

Não é verdade. Segundo notícias recentes, o homem recebe 10.000 euros por mês de duas reformas. Além disso, a função fornece-lhe 2.900 euros para despesas pessoais.

O homem, se não é mentiroso, tem um contacto frágil com a realidade.

E mesmo que fosse verdade, tendo a representação que tem, e mesmo sem falar das dificuldades que o país atravessa, mandava o mais elementar senso de elevação que calasse as suas dificuldades douradas e apresentasse às instâncias competentes o seu problema, em vez de vir queixar-se para a rua, como qualquer bêbado incompreendido.

Agora percebe-se o sorriso das vacas açorianas.

Comments:
Sempre fiz tudo para que não fizesse fracas figuras!!
... nunca votei nele!!
 
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18.1.12

Resistir é preciso 




Figura feminina, sem título, de Stella Albuquerque.
Parque Eduardo VII, Lisboa

Como a arquitectura não é só estilo e necessita duma sustentação de engenharia, também a escultura necessita de se precaver da força da gravidade e da fraca resistência de alguns materiais de que é feita. Em algumas culturas e épocas, a escultura tendia para o bloco, para resistir às agressões do meio. Em períodos "clássicos" em que a escultura tendia para o realismo, havia que arranjar estratagemas para que os elementos frágeis e mais facilmente fracturáveis e destacáveis obtivessem sustentação e apoio. Geralmente, elementos exteriores – panos, mantos, troncos, ramos e folhas – eram adossados aos braços, à cabeça, sobretudo às pernas, que sustentam o maior peso.

Neste caso, o braço ajuda a dar firmeza à cabeça, enquanto esta é, na prática, o maior sustentáculo do braço. Acredito que foi uma necessidade de robustez da peça que determinou um pescoço tão possante, o qual contrasta com a delicadeza do seio.


15.1.12

Sem mácula 

Em Lisboa ainda há boa escultura não atacada pelos vândalos. Aliás, quem a conheceu há anos percebe que terá sido objecto de cuidados de limpeza recentes. Só o descuido de algum emplumado lhes confere manchas menos dignas. Neste caso, talvez para protestar pelo seu ar vagamente andrógino...



Escultura sem título de Stella Albuquerque no Parque Eduaro VII


Comments:
Andrógino, mas ainda assim belo!
 
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12.1.12

Best of... Janeiro de 2011 


Canto da Maia



Ernesto Canto da Maia (1890–1981)
Bendito seja o fruto do teu ventre (década de 40)
Museu Carlos Machado – Ponta Delgada


Há tempos, passou por Lisboa uma exposição de obras do açoriano Canto da Maia.
Gosto muito de Canto da Maia. Quem pode esquecer Adão e Eva do Museu do Chiado?

Além de Paris e Genebra, estudou em Madrid onde recebeu a influência mais marcante nas suas opções formais e estéticas da parte de Júlio António, escultor com influências de Donatello e da escultura grega pré-clássica, com uma obra de grande sobriedade formal e contenção emotiva. Transmite ao açoriano, sobretudo, a consciência duma cultura comum à bacia mediterrânica, desde os arcaísmos gregos pré-clássicos aos realismos renascentistas. A partir daqui, Canto da Maia desenvolve uma estética pessoal de despojamento formal e sobriedade expressiva dos modelados, aspectos que se revelaram percursores da «Art Deco».

Este movimento que influenciou sobretudo as artes decorativas, desenvolveu-se entre as duas guerras mundiais. As suas características derivam de vários estilos de pintura de vanguarda do princípio do século. Exibe aspectos do Cubismo, do Construtivismo russo e do Futurismo, usando simplificações e distorções, sobretudo geometrizantes. Foi considerado um estilo elegante e sofisticado.

Canto da Maia aplicou esse gosto às suas esculturas, sobretudo no tratamento dos pregueados dos panejamentos e nos sofisticados desenhos dos penteados das figuras. As suas esculturas, associando estes tratamentos a estruturas formais pré-clássicas ou clássicas, transmitem uma imagem de arcaísmo erudito de grande beleza com reminiscências primordiais e individualidade criativa.

Terracota, material no qual modela algumas das suas maiores peças, significa literalmente terra cozida. É um material que se trabalha bem, em termos de modelação, mas que exige muitos cuidados para não se desmoronar, sobretudo nas peças grandes, antes de ser cozido. A típica cor avermelhada transmite às peças uma imediata aura de primitivismo, porque estamos habituados a encontrar peças em terracota oriundas de civilizações primitivas, quer antigas, quer actuais. Usavam-na os Sumérios, os Egípcios, os Gregos pré-clássicos, os primitivos actuais.

A cor apontada com admiração por quase todos os críticos da altura, é mais um dos aspectos que transmite ancestralidade intemporal às peças. Os véus, usados como elementos simbólicos mas também decorativos, com plissados longitudinais e pregueados arredondados horizontais, acentuam a nudez e as massas carnais e fazem lembrar as vestes leves e transparentes das representações egípcias do Império Novo, mas também as gregas. Transmitem a ideia de serem tecidos pouco espessos e muito leves.

Os penteados, sobretudo na mulher, são sempre objecto de um trabalho minucioso de modelação, apresentando estruturas complexas.

Os rostos desta obra, em tensão emotiva, estabelecem um diálogo telepático, íntimo e privado. Ao espectador resta circular, estranho, à volta do par, para o qual não existe mais ninguém no Mundo. A estranheza é paradoxalmente acentuada pelo tamanho humano das figuras. São quase humanas, mas estão como que noutra dimensão inatingível pelo espectador.


10.1.12

Best of... Dezembro de 2010 


O prémio Nobel da Paz arrastado pela lama

Há um ano, o comité para o Nobel da Paz atribuiu esse galardão a Obama. Foi um lamentável equívoco. Não só ele mantinha, na altura, duas frentes de guerra, como desde então, continua a ocupar o Iraque, tem aumentado a força militar de ocupação do Afeganistão e acaba de adiar indefinidamente o fecho da prisão, anti-Convenção de Genebra, de Guantánamo.

É lamentável atribuir prémios da paz a líderes de potências agressoras, como Obama, Kissinger ou Rabin. Melhor escolha seria alguém como Julian Assange que, em vez de invadir países, expõe quem o faz.

Comments:
Um desastre previsível!
 
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5.1.12

A Arte da Guerra 


Ainda no CCB, uma exposição de cartazes de propaganda de vários países, durante a II Guerra Mundial.

O conjunto utilizado nos Estados Unidos é especialmente impressionante pela atenção a todos os aspectos da vida no apoio ao esforço de guerra, quer poupando em tudo – combustível, pneus, tecidos –, quer produzindo – voluntariado em quintas, etc. – quer no apoio ao moral dos soldados.





Aqui, um apelo às mulheres para responderem a todas as cartas deles.

Comments:
Eles nunca brincaram em serviço!
 
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3.1.12

Vik Muniz 


A exposição de obras do brasileiro Vic Muniz, que ainda se mantém no CCB, é francamente recomendável. O mais frequente são “reproduções” de grandes obras da pintura mundial, mas elaboradas com materiais inopinados e à custa de muito muito trabalho miudinho. Há um “Naufrágio do Medusa” feito com chocolate líquido, ícones de Hollywood feitos com caviar, “A Morte de Marat” feita com lixo, um retrato de Elizabeth Taylor com brilhantes, e muitas outras imagens feitas com outros materiais inesperados como lixo do aspirador, linhas de coser, manteiga de amendoim, pigmentos em pó, pedaços de papel, bonequinhos e outros brinquedos em plástico, etc.
São obras efémeras, em geral de grandes dimensões, que após concluídas são fotografadas e destruídas. São essas, em geral grandes, fotos que são ali mostradas.






Nesta reprodução dum conhecido quadro de Caillebotte, Muniz usou tiras de revistas.

1.1.12

Bom ano, mas atenção! 




Apesar do caos em que nos afundaram e de todas as nebulosas que querem meter-nos pelos olhos dentro, convém mantermos o foco no que realmente interessa.


Comments:
A atenção nunca é demais!!!
 
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31.12.11

Metáfora da situação nacional 




Remendos sobre remendos


Comments:
Meias solas...!
 
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24.12.11

Por que gostas de Arte? 


A adesão à Arte faz-se muitas vezes pelo lado voyeurista do espectador, mesmo que ele não tome consciência disso. Nesta peça de temática alegórica (Despertar) dum naturalismo erudito de José Simões de Almeida (sobrinho) no Jardim da Estrela a fruição visual dum objecto sensual é óbvia.




Mas esse prazer dos sentidos pode ser obtido mesmo quando o objecto tem temática religiosa, como em muitas imagens da Virgem em que o seu rosto juvenil e inocente pode despertar anseios de enamoramento,




ou em imagens de Cristo cuja nudez indefesa no Calvário pode despertar sentimentos libidinosos em mistura sado-maso mais ou menos difusa com angústias de protecção maternal.


21.12.11

3D 


Os pintores têm essa arte de criar a ilusão da tridimensionalidade numa tela plana.




Eduardo Nery, Ritmo Ondulatório (pormenor)

15.12.11

Um problema geral 




A contestação à trafulhice laboral também chega ao Parque Mayer!

Comments:
Isto um dia vai dar uma volta muito grande!!
 
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13.12.11

Casa do Alentejo - 4 



Escultura monumental a enquadrar um dos palcos


Para saber um pouco mais: http://www.prof2000.pt/users/avcultur/luisjordao/CadernAlentejo/Caderno01/Page040.htm

11.12.11

Casa do Alentejo - 3 



Cena de suave sensualidade virginal


9.12.11

Casa do Alentejo - 2 



Azulejaria de bom traço naturalista, de temática campesina


7.12.11

Casa do Alentejo - 1 



Arquitectura e decoração exóticas


5.12.11

Metáfora da situação portuguesa 




Acredita no que digo; não ligues à linguagem corporal


Comments:
O sistema tem um "bug"!!!
 
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1.12.11

Faz falta 


Suposta frase de Saramago:

O poder real é o económico; então não tem sentido falar de democracia.


Não sei se Saramago alguma vez disse tal, mas muitas frases igualmente perturbadoras, que fazem reflectir, disse. É essa a dimensão dos grandes escritores.

Comments:
É uma frase da "real politik"!
 
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28.11.11

Best of... Novembro de 2010 

Experiências na minha cozinha

Deserto de Atacama

Há tempos, ao regressar de umas pequenas férias, deparei-me com um carreiro de formigas em casa e brigadas de exploração em vários locais. Apesar de alguns ataques com vinagre e spray anti-insectos, a comunidade não desaparecia completamente.

Há uns quinze dias, encontrei o meu pacote de flocos de chocolate carregadinho de formigas, aonde chegavam por um carreiro de espesso caudal.
Como “limpar” os flocos? Pô-los no micro-ondas? Além de matar as bichas, ainda ficaria com uns flocos com um sabor um pouco picante, acredito. Como fazer com que abandonassem o pacote e não retornassem?

Lembrei-me, então – mais como brincadeira de miúdo a descobrir as maravilhas do mundo animal que como experiência credível – de pendurar o pacote por uma longa e fina linha ao candeeiro do tecto. Pouco depois, já algumas tinham encontrado a linha, que iam explorando. Quando me fui deitar – umas três horas depois – a linha estava carregadinha delas e muitas já exploravam a vastidão desértica do tecto liso.

Na manhã seguinte, o pacote estava livre de formigas. O pacote e a casa. Nem uma. Desapareceram todas. E, já lá vão quinze dias.

Ao imaginar a pequena odisseia das formigas, comparei-a com a da saída dos mineiros chilenos das profundezas da mina no deserto de Atacama. Sendo a linha de cerca de metro e vinte e as formigas de três milímetros, a relação corpo – distância à superfície era semelhante: 1/400.

Certamente que foi muito mais fácil para as formigas treparem por uma linha até ao tecto do que os mineiros chegarem à superfície. Mas, quando a linha acabou, aquelas ainda tiveram de atravessar o “deserto de Atacama” do meu tecto e descer pelas paredes até à saída deste mundo inóspito onde os deliciosos flocos de chocolate, de repente e imprevisivelmente, ficam tão remotamente isolados como o fundo de uma mina de cobre no Chile.

Comments:
Uma associação de ideias fantástica!
 
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25.11.11

Museu de Arte Popular 




Narrativa do esforço popular e patriótico, rural e manual.

Painel no exterior do Museu de Arte Popular, Belém.

24.11.11

A maioria dos burros não resiste a uma cenoura 


Será possível que, em empresas públicas com horários irregulares, as chefias, sabendo com antecedência da greve geral de hoje, tenham colocado de horário todos os trabalhadores que geram directamente o produto final?

Parece que, devido à greve prevista, a empresa prometeu ainda pagar-lhes horas extraordinárias ao preço das de um dia feriado. Apesar do gasto formidável que advém, se muitos ou todos forem trabalhar, muito satisfeita ficará por não ter dificuldades de produção. Aceitar democraticamente os efeitos da greve é que não. Além do mais, ninguém é responsabilizado por gastos exorbitantes e dificilmente justificáveis.

E terá sido isso que aconteceu. Os burros acotovelaram-se no espaço de manjedoura previsto para um terço das cavalgaduras, para assegurar o acesso à cenoura.
Como resistir quando se trata de irracionais?

Comments:
Por essas e por outras é que estamos como estamos!
Somos um povo menor...
 
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22.11.11

Cemitério inglês 



Você conhece o Cemitério inglês, ali à Estrela? É diferente.

Comments:
Certamente...!
 
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17.11.11

Maravilha da técnica 

Comments:
Continua a ser uma maravilha!
 
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12.11.11

Veja onde põe os pés! 




O trânsito não é muito. Ainda assim, faz pesadelos.

7.11.11

Ondas gigantes 


À pesca em Novembro apanham-se ondas gigantes...




Painel público em Almada.


2.11.11

Dia de Finados 






A memória dos que passaram para lá da fronteira do ser vai sendo nublada
por um nevoeiro indulgente.


Comments:
Esse nevoeiro torna suportável a ausência!
 
mais nublado, mais pesado, mais ignóbil e insuportável, a ausência dos que são, algures, mas silenciosos...
 
Ainda assim, ainda que os ausentes nos faltem, nós temos que estar presentes, aqui, agindo, AGINDO!!!

Motivos cívicos de força muito grande forçam-me a usar este meio para vincular este alerta,
Pode apagar esta mensagem, mas passe a informação das formas que desejar.

Por favor tome conhecimento do conteúdo deste blogue e defendam-se:
Recuse Contadores Inteligentes

Passe e repasse a informação junto dos vossos amigos e vizinhos, coloque imagem e link no seu blogue se desejar, é preciso que a verdade se saiba.
É que povo desinformado é povo enganado.
Obrigado
 
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28.10.11

Tanto espavento... 



E, afinal, é uma coisinha assim?


Comments:
Sim... um marco nos basta!
E teremos por certo direito a ele.
 
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22.10.11

Recessão 



Vão-se as portas, ficam os números...


14.10.11

PROTESTO APARTIDÁRIO, LAICO E PACÍFICO – Amanhã 


http://www.facebook.com/event.php?eid=139031266184168

- Pela Democracia participativa.
- Pela transparência nas decisões políticas.
- Pelo fim da precariedade de vida.

MANIFESTO:

Somos “gerações à rasca”, pessoas que trabalham, precárias, desempregadas ou em vias de despedimento, estudantes, migrantes e reformadas, insatisfeitas com as nossas condições de vida. Hoje vimos para a rua, na Europa e no Mundo, de forma não violenta, expressar a nossa indignação e protesto face ao actual modelo de governação política, económica e social. Um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa.

A actual governação assenta numa falsa democracia em que as decisões estão restritas às salas fechadas dos parlamentos, gabinetes ministeriais e instâncias internacionais. Um sistema sem qualquer tipo de controlo cidadão, refém de um modelo económico-financeiro, sem preocupações sociais ou ambientais e que fomenta as desigualdades, a pobreza e a perda de direitos à escala global. Democracia não é isto!

Queremos uma Democracia participativa, onde as pessoas possam intervir activa e efectivamente nas decisões. Uma Democracia em que o exercício dos cargos públicos seja baseado na integridade e defesa do interesse e bem-estar comuns.

Queremos uma Democracia onde os mais ricos não sejam protegidos por regimes de excepção. Queremos um sistema fiscal progressivo e transparente, onde a riqueza seja justamente distribuída e a segurança social não seja descapitalizada; onde todas as pessoas contribuam de forma justa e imparcial e os direitos e deveres dos cidadãos estejam assegurados.

Queremos uma Democracia onde quem comete abuso de poder e crimes económicos e financeiros seja efectivamente responsabilizado por um sistema judicial independente, menos burocrático e sem dualidade de critérios. Uma Democracia onde políticas estruturantes não sejam adoptadas sem esclarecimento e participação activa das pessoas. Não tomamos a crise como inevitável. Exigimos saber de que forma chegámos a esta recessão, a quem devemos o quê e sob que condições.

As pessoas não são descartáveis, nem podem estar dependentes da especulação de mercados bolsistas e de interesses financeiros que as reduzem à condição de mercadorias. O princípio constitucional conquistado a 25 de Abril de 1974 e consagrado em todo o mundo democrático de que a economia se deve subordinar aos interesses gerais da sociedade é totalmente pervertido pela imposição de medidas, como as do programa da troika, que conduzem à perda de direitos laborais, ao desmantelamento da saúde, do ensino público e da cultura com argumentos economicistas.

Os recursos naturais como a água, bem como os sectores estratégicos, são bens públicos não privatizáveis. Uma Democracia abandona o seu futuro quando o trabalho, educação, saúde, habitação, cultura e bem-estar são tidos apenas como regalias de alguns ou privatizados sem que daí advenha qualquer benefício para as pessoas.

A qualidade de uma Democracia mede-se pela forma como trata as pessoas que a integram.

Isto não tem que ser assim! Em Portugal e no Mundo, dia 15 de Outubro dizemos basta!

A Democracia sai à rua. E nós saímos com ela.



15H - MANIFESTAÇÃO
Concentração no Marquês de Pombal

19H - ASSEMBLEIA POPULAR
São Bento - Assembleia da República

00H - VIGÍLIA







Esta manif não vai ter a dimensão da de 12 de Março – a oligarquia que controla a comunicação social não a deseja.

Mas não vai ser por mim que ela será menor.

Até os cães pressentem qual é o lado justo!

Comments:
Estive na manif do Porto e estava 1/4 das pessoas que estavam em 12 de março!
É uma tristeza!
 
Aqui, talvez metade.
De qualquer modo, fiquei muito satisfeito. Esperava muito menos, tendo visto as furadas tentativas que se fizeram após o 12 de Março.

perplexo
 
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12.10.11

Haja esperança! 


A Amnistia Internacional (AI) pediu às autoridades canadianas para prenderem e processarem judicialmente o antigo Presidente norte-americano George W. Bush, que estará no Canadá no próximo dia 20, por crimes cometidos contra o direito internacional.

O pedido está expresso num memorando que a organização internacional de defesa dos direitos humanos enviou às autoridades canadianas no passado dia 21 de setembro, anunciou hoje a AI, num comunicado.

"O Canadá deve cumprir as suas obrigações internacionais e prender e processar judicialmente o antigo Presidente Bush, dada a sua responsabilidade em crimes contra o direito internacional, incluindo tortura", declarou Susan Lee, diretora da Amnistia para a região das Américas.

"Como as autoridades dos Estados Unidos não levaram à justiça, até ao momento, o ex-Presidente Bush, a comunidade internacional deve intervir. Se o Canadá se abstiver de agir durante a sua visita, isso irá constituir uma violação da Convenção das Nações Unidas contra a tortura e será uma manifestação de desprezo face aos direitos humanos fundamentais", salientou a representante, na mesma nota informativa.

As acusações da Amnistia estão relacionadas com um programa secreto da CIA, aplicado entre 2002 e 2009, que permitia o uso contra detidos, segundo a organização, "de tortura e de outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes".

Durante o seu mandato presidencial, denunciou ainda a Amnistia Internacional, George W. Bush terá autorizado "técnicas reforçadas de interrogatório", incluindo simulação de afogamento.

Lusa

in DN

Comments:
Vale pela intenção!
Era bom demais que pudesse acontecer!
 
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10.10.11

Best of... Outubro de 2010 


Os agiotas que nos pastoreiam

Basicamente, o ramo de negócio dos bancos é a agiotagem. E nem sequer podem desculpar-se que são só os tontos sem controlo que os procuram. Durante anos, abordavam as pessoas em centros comerciais, usavam de mentira e dissimulação, telefonavam para casa das pessoas propondo serviços que elas não precisavam nem queriam. Quando um pobre tonto cedia e aceitava serviços que pareciam equitativos e leais, escamoteavam os juros agiotas que praticariam, caso o pobre tonto se atrasasse no pagamento da dívida que não precisava nem queria.

Ganharam e ganham milhões com estes processos fraudulentos, não lhes importando lançar na miséria os pobres tontos. Ironicamente, ultrapassaram limiares críticos – o conjunto dos pobres tontos já não consegue pagar a agiotagem dos bancos, pelo que estes já não conseguem lucrar os valores astronómicos que conseguiam.

O Governo, testa de ferro dos banqueiros e de outros oligarcas, resolve, então, intervir, para não deixar os bancos e os seus accionistas sem ganhos fabulosos. É por entidades destas, para lhes dar milhões, que o Governo nos diminui os vencimentos, embora elas continuem a ter centenas de milhões de lucro.

Comments:
O triste é que as pessoas não vêem isso nem acreditam...
É triste!
 
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9.10.11

Ao deus-dará 



Portugal anda ao deus-dará.

Podia enumerar dezenas, centenas, de exemplos, mas não me apetece.

Só me apetece emigrar.

Comments:
Quero agora vê-lo a coçar-se com a "obra"!!!
 
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6.10.11

Columbano 



Columbano, A Refeição (Five o'clock tea), 1896.

Obra do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro emprestada ao Museu do Chiado para a exposição dedicada a Columbano.


Comments:
Ele é admirável!!
Vi há uns 3/4 anos, também nesse museu, alguns quadros dele.
 
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5.10.11

Trabalheira! 




Talvez você pense que esta imagem é de uma tapeçaria ou de uma textura natural.
Na imagem seguinte vê-se um pormenor da mesma, em que se percebe que aquela textura visual é feita com inúmeras linhas individuais pintadas lado a lado.




Obra de Javier Léon

4.10.11

Expo Judiciária - 3 



Aspecto dum pingo de sangue, conforme o ângulo em que atingiu a superfície.

Comments:
... e a partir daí a construção da cena do crime.
 
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3.10.11

Expo Judiciária - 2 


Implante de pele num dedo, para alterar o desenho da impressão digital.

Comments:
O Tallon também faz disto??!!
 
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2.10.11

Expo Judiciária - 1 

Armas de fogo disfarçadas em telemóvel, esferográfica, guarda-chuva.

Comments:
Parece de um filme policial!
 
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1.10.11

Sem título 



Victor Brauner (1903-66), Sem título, 1960.

Colecção Artur Jorge, avaliado entre 3000 e 5000 €.


30.9.11

Misticismo 



Igreja dos Mártires (?), Lisboa

O medo da morte faz coisas!...


Comments:
É apenas a razão de ser de todas as religiões.
 
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29.9.11

Arte pública 



D. João I - Praça da Figueira, Lisboa.
Leopoldo de Almeida - 1971.

Quanto mais garbo bélico denota um guereiro, tanto mais ridículo fica carregado de pombos.

Comments:
E os pombos cumprem o seu dever...
 
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27.9.11

Best of... Setembro de 2010 

A Praga


(Bartolomeu Cid dos Santos, The Plague, 2003, in CAMB)


“As massas são miseravelmente ignorantes. Não sabem que os aviões-robôs sem piloto não são seres desse mundo. De fato, são seres só espirituais. Decolam sem pista. Vivem no espaço sideral, onde ninguém os vê, muito além das fronteiras terrestres internacionais entre Afeganistão e Paquistão.
Quando têm fome, aqueles espíritos sem corpo voam, matam e alimentam-se de afegãos inocentes, mulheres, crianças. Devoram os cadáveres e voltam para suas tocas siderais, para a sesta. Até que acordam outra vez com fome, voam outra vez, matam outra vez, devoram mais cadáveres de mulheres e crianças. E voltam, outra vez, para seus hangares espaciais invisíveis. É assim todos os dias, há anos!” – A.H.Khayal

Colhido aqui: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=127761&id_secao=9


Comments:
Miseráveis!
 
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20.9.11

Golpear até à extinção 


A Palestina vai pedir na ONU - hoje, ou nos próximos dias - a admissão como membro de pleno direito, como passo importante para o seu reconhecimento como país independente.

No mapa abaixo, retirado daqui, http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_da_Palestina
pode-se perceber que quase todos os países já reconhecem o Estado da Palestina (a verde).



No entanto, neste bizarro estado de democracia em que só um é que manda, os Estados Unidos ameaçam com veto.

Comments:
Sem ponta de surpresa!
Um nojo.
 
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