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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

31.1.04

Hubble (5) 

Esta descoberta foi feita por um técnico e não um teórico – Hubble, que recebeu a merecida homenagem ao darem o seu nome ao telescópio que se encontra em órbita. Por essa conjugação de observações de variados corpos celestes com deslocamentos espectrométricos, Hubble intuiu que todas as galáxias se estavam a afastar dum mesmo ponto – o do Big Bang.
Medindo o grau de deslocamento espectrométrico, era possível medir a velocidade a que cada corpo se afasta ou aproxima de nós. Isto era um método precioso que por análise indirecta podia tirar conclusões importantes para a compreensão do nosso Universo.

posted by perplexo  # 00:09

30.1.04

Efeito de Doppler-Fizeau (4) 

Nas análises espectrométricas de corpos celestes, que permitem identificar os seus componentes químicos, devido às «impressões digitais» espectrais que cada elemento manifesta pela combustão (as riscas amarelas do sódio, por exemplo), é possível intuir que um determinado corpo celeste se está a afastar de nós, se a sua «impressão digital» se mostrar deslocada para o vermelho.
À semelhança do que acontece com o som. Quando a fonte que o gera se afasta de nós (uma ambulância), é percepcionado como mais grave que na realidade.
Se a «impressão digital» espectrométrica se mostrar deslocada para o azul, isso significará que o corpo celeste onde o elemento captado arde, se está a aproximar de nós.

29.1.04

O nascimento do Universo (3) 

Há dois pormenores que sempre me fizeram confusão, nos assuntos de galáxias, universo, velocidade da luz.
De vez em quando lê-se que os cientistas observam fases muito temporãs do início do Universo. Que a luz da galáxia X ou do quasar Y que podemos observar agora, partiu das respectivas origens quando o Universo era muito jovem. A minha dúvida é: por que atalhos é que a luz se meteu para só chegar agora? Se «nós» e esses astros partimos todos dum mesmo ponto, como podemos «ver» esses momentos? Por reflexões?
Se não, isso implica que o nosso sistema solar e seus antepassados temos viajado desde o Big Bang a velocidades próximas da luz?
Não entendo.

28.1.04

Piiiii… (2) 

É evidente que o valor de Pi só é o que conhecemos numa situação em que circunferência e raio são complanares. Se «complanar» fosse entendido como a superfície terrestre, é evidente que um círculo com centro em Lisboa e circunferência assente em terra e passando por Estocolmo geraria um valor de Pi muito diferente. Menor.
Após Einstein, com «espaço-tempos» deformados por forças gravitacionais que podem até encurvar os raios luminosos, o nosso valor de Pi pode começar a alterar-se, nem que seja só para lá do centésimo dígito depois da vírgula

27.1.04

Presunção e água benta… (1) 

A minha grande arrogância leva-me muitas vezes a opinar sobre assuntos que não domino. Adoro armar-me em «sapateiro a opinar além da chinela». O argumento complacente com que me desculpo cicia vagamente que é por vezes o olhar ingénuo do leigo que faz luz no espírito do especialista.
Parafraseando este blog, «Pi é (ou devia ser) uma constante». Sem contestação.
Mas polemizando, a mim parece-me que a partir da teoria da relatividade se tem de definir muito bem as condições em que os fenómenos são considerados.

26.1.04

Eufemísticas extorsões (2) 

Quem são estes praticantes de disfarçados contos do vigário?: -Os ginásios, os clubes (até de vídeo lembram-se?), as escolas disto e daquilo, desde as de condução às de macramé, as universidades privadas, aos cem contos de cada vez, mil e uma entidades que exigem uma jóia, uma taxa inicial, uma inscrição, com as designações mais eufemísticas, mas todas elas exigindo verbas, às vezes avultadas, por nenhum serviço prestado. Não reembolsáveis. É de um grande descaramento. Legal.
Podem argumentar-me que não sou obrigado a aceitar. Nem sempre. Há muitas situações sem alternativa. Até para se mudar o nome dum contador de água se pagam taxas de ligação. Que não se faz porque já está feita.

25.1.04

Eufemísticas extorsões (1) 

Por falar em taxas por serviço nenhum, lembrei-me agora de todas aquelas vezes que nos pedem jóia, só por preencher uma ficha de inscrição. Isto é das coisas que me fazem sistematicamente ironizar, reclamar, barafustar. Sinto-as como contos do vigário, ataques à minha inteligência, aos meus direitos. Se alguém pretende que lhe entregue dinheiro, sem me fornecer uma contrapartida, ou se trata dum familiar ou amigo ou de alguém a pedir esmola.
Estes, não são familiares ou amigos e os pedintes não pedem assim. Geralmente, os das taxas não pedem, exigem dinheiro e fazem-no com uma grande arrogância. Isto é extorsão.

24.1.04

Ó David, mudaste de casa? (7)  

O esquema do Quem quer ser milionário é simpático. Responder a uma pergunta pode ser difícil, mas se nos derem 4 hipóteses à escolha, torna-se muito mais fácil. A resposta que podia ficar debaixo da língua, neste concurso está exposta e se o concorrente a souber, não corre o risco de alguma dislexia.
Há dias, no entanto, os organizadores do concurso excederam-se. Das 4 hipóteses, nenhuma era verdadeira. À pergunta «Em que museu está a estátua David, de Miguel Ângelo», o concorrente foi obrigado a escolher uma resposta errada. Escolheu Louvre e perdeu uns milhares de Euros. Segundo o programa, a resposta certa era Ufizzi de Florença.
O David também está em Florença, também está num museu, mas num que dista 10 ou 15 quarteirões dos Ufizzi – o Museu da Academia.
Que aconteceria se o concorrente soubesse, e respondesse a única resposta que é correcta, mas que não era nenhuma das 4? Também perderia?
Se esse concorrente processar o programa, que farão ao organizador das perguntas? É mandado para casa com 500 Euros?

23.1.04

Quem quer ser otário? (6)  

É natural que muita gente queira concorrer ao programa Quem quer ser milionário. É raro o concorrente que não leva para casa pelo menos 500 Euros.
É lógico que o programa disponibilize uma linha telefónica só para aceitar candidaturas de concorrentes. Que essa linha seja de valor acrescentado, já pode ser muito contestável. Mas enfim, 60 cêntimos para uma candidatura que pode render 500 Euros pode-se aceitar.
Completamente inaceitável é que essa linha não forneça nenhum serviço: - uma gravação diz mais ou menos «está inscrito para hoje», mesmo que sejam 23.55 e desliga. Uma e outra vez. O candidato a concorrente fica sem saber se foi realmente seleccionado, onde se deve dirigir, quando. Nada. E com nada fica.
Isto é burla. Nas barbas do país. Alguém cobra 60 cêntimos por nenhum serviço, nenhuma informação. Milhares de vezes por dia.
Estou convencido que haverá pessoas que gastarão dezenas de Euros em vão.

22.1.04

Muda! Muda! Muda! Muda! (5) 

Não tenho a certeza que emitir a publicidade com um volume sonoro muito superior ao dos restantes programas seja uma estratégia muito sensata. Se a mensagem vier associada a uma sensação desagradável, como tantas vezes se torna o volume irritantemente alto da publicidade, é possível que na hora de comprar, o espectador-consumidor se afaste do produto. Isto, se não tiver sido suficientemente rápido a mudar de canal ou a pedir a quem o mude. E neste caso, a mensagem, incisiva ou insinuante, não chegou ao destino – perdeu-se. A mensagem e o dinheiro do anunciante. É bem feito!

20.1.04

Muda aí de canal, depressa! (4) 

Desde «sempre» a publicidade é emitida nas televisões com um volume sonoro muito mais elevado que os restantes programas. Milhares de famílias embaladas no ronronar calmante dum televisor ligado, são várias vezes por dia envolvidas de chofre numa vertigem sonora, num sobressalto de perigo iminente.
Possivelmente é uma estratégia do mundo da publicidade para «despertar» o espectador, fazê-lo tomar consciência da mensagem publicitária, com o beneplácito das estações emissoras, ou não precisassem estas da publicidade como do pão para a boca.

Boicote ao português (3) 

Outra situação que não se entende é a TV Cabo emitir o Euro News em inglês, dispondo do português sem custos extra. Se já temos a BBC, a CNN e a Sky News para treinar o inglês em notícias, porquê o Euro News em inglês? Se emitiu meia dúzia de anos em português, porque será que de repente voltou a emitir em inglês? Algum significado deve ter.
É possível que seja para proteger o Sic Notícias. Isso seria ilegítimo, além de que provavelmente o Euro News não faz muita concorrência ao Sic Notícias, por cobrirem acontecimentos diferentes, na maior parte.
Será para não duplicar completamente os períodos em que a 2 e a NTV emitem o Euro News em português? E o imenso restante período?
Será para não privilegiar uma visão europeia dos acontecimentos internacionais? Espero que a subserviência aos americanos não tenha atingido tais níveis!


19.1.04

Abaixo a taxa! (2) 

Uma das grandes argumentações para se acabar com a taxa da RTP foi a de que essa estação emitia publicidade e dela recebia verbas. E portanto, ou o espectador «levava» com publicidade e não pagava taxa, e a estação tinha de viver da publicidade, ou pagava, mas dispunha duma programação limpa da «urticária» publicitária e seria da taxa que a estação teria de viver. A taxa acabou.
Se o cliente TV Cabo paga taxa e uma taxa que não é pequena e não pára de aumentar, por que raio tem que levar com publicidade? Será que pode exigir a devolução de parte ou de toda a taxa?
Não há uma entidade que controle os actos da TV Cabo?

18.1.04

Receber «a dois carrinhos» (1) 

Embasbacado, tenho-me dado conta que, pouco a pouco, a TV Cabo tem vindo a incluir publicidade nos seus canais de responsabilidade própria, isto é, canais cujo conteúdo é composto pela TV Cabo ou associados. Se fossem canais autónomos que emitem para o público, como a RTP, a RAI ou a BBC, entendia-se e entende-se – são estações com publicidade. Já não se entende em canais como a SIC Noticias que só é difundida através da TV Cabo ou noutros como o História, o Odisseia ou o Hollywood.
Ora neste, ora naquele canal, lá vai crescendo paulatinamente o volume total de publicidade. Num sistema com taxa paga pelo espectador!

Comments:

16.1.04

Que cavalheiro distinto o Isaltino! Por exemplo. (2) 

O mundo económico não gosta de perder tempo. É sobretudo nos campos mercantilistas, de comércio e negócios que é aplicada aquela máxima e aí colhe dividendos. Antes que o cliente faça avaliações mais profundas. Porque uma primeira boa impressão pode ser um completo logro, e muitas vezes é-o.
Muitas empresas de técnicas de vendas treinam os seus membros nestas técnicas de bem iludir o potencial cliente. Mas se o treinado não tiver já profundamente enraizado esse brio, se a simpatia ou a disponibilidade não reflectirem um «gostar do outro», o desempenho torna-se actuação teatral. Que corre sérios riscos de ser detectada.
«Ninguém consegue enganar toda a gente, o tempo todo».

15.1.04

Brio (1) 

Uma amiga ensinou-me que «não há segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão». É um óptimo conselho que lembra que não devemos baixar a guarda do nosso brio, do nosso aspecto, do nosso empenhamento.
É um conselho de aplicação geral e que nos campos social, intelectual, desportivo, artístico não deixa de ter profunda razão. Não invalidando que uma primeira má impressão pode ser completamente alterada por continuados bons desempenhos futuros. Mas que exigem tempo.

Estado de estupor (2) 

Se Bush mentindo e desencadeando uma guerra que nunca devia ter começado é responsável por milhares de mortos iraquianos e centenas de várias outras nacionalidades, sobretudo americanos, porque não foi destituído? Nem sequer ameaçado disso! Será porque a merda mais visível que Bush faz é além – fronteiras? Será que os americanos, qual família mafiosa, só substituem o capo quando os problemas são internos?
Que é que mudou nos Usa? O derrube das torres do Centro de Comércio Mundial embotou-lhes a capacidade de detectar os embusteiros? Perderam a capacidade de travar os seus trapaceiros?

14.1.04

Que se passa nos Usa? (1) 

Como é que é possível que no país onde Nixon «mordeu o pó», por ter mandado espiar o partido oposto, Bush continue lampeiro a trapacear todo o mundo? Sacanear um partido é mais grave que sacanear todo o mundo?
Como é possível que no país onde Clinton se viu aflito só por ter tido uma relação inapropriada com uma secretária e ter negado, não se confronte Bush com as repetidas mentiras que tem expendido? Será mais grave uma mentira em assunto de cama que em assunto de guerra? Um vestido sujo, lava-se. Milhares de vidas esvaídas, não têm remédio.

12.1.04

Xeque-mate (3) 

O xadrez é um jogo que exige essa frieza de raciocínio, esse pragmatismo que não se compadece com comportamentos emocionais. Quem procurar «vingar-se» no xadrez, porque o adversário lhe comeu uma pedra ou o está a pressionar, tenderá a jogar de forma impulsiva, inadequada. Mesmo que esteja só irritado e encarar o jogo como um disputa pessoal, em vez de um exercício para o qual é preciso ir encontrando soluções, como num problema matemático, o jogador cometerá erros.
E até mesmo se se deslumbar com uma convicção de vitória. A euforia também diminui o discernimento. E no xadrez, a «guarda» não se pode baixar até ao fim, mantendo a mente isenta de emoção.
Espero e estou convencido que estas afirmações não contradizem as teses do Prof. Damásio.

11.1.04

Quantos Megas desperdiças? (2) 

As pessoas com responsabilidades de decisão aprendem a não deixar as emoções toldarem-lhe o raciocínio. Reagem sempre calmamente, mesmo «no meio da tormenta». Se pressentem que se podem descontrolar, deixam simplesmente para outra altura a tomada de decisão.
Dependerá de pessoa para pessoa, mas parece-me que a ira será das emoções que mais sinapses de decisão ocupa. Os «picanços» de estrada são dessas situações que toldam o raciocínio. Com os deploráveis resultados que todos lamentamos.

10.1.04

De quantos Megas dispões? (1) 

A emoção ocupa espaço de computação num cérebro. Se uma pessoa se irrita, se procura uma resposta verbal ou de atitude para responder a um situação de confronto ou simplesmente a uma situação problemática, a sua capacidade de raciocínio fica diminuída. Como a memória RAM dum computador se ressente no desempenho, se estiver a trabalhar no limite da capacidade, também um cérebro responde com lentidão, desajustadamente ou com menos brilho, se pressionado por outras actividades que o solicitam ao mesmo tempo.

Autismo científico (8) 

Para mim, este monumental erro colectivo (embora sem consequências dolorosas), tornou claro que não é a verdade, o esclarecimento, o rigor, que interessam ao mundo no qual vivemos. Como diz um outro, o mito é mais aliciante.
Os americanos estão a conseguir manipular a informação, tanto a que «depende» do ponto de vista político do que a emite, como a que está estabelecida pela ciência. É assustador.
E o autismo do mundo científico que conhece a verdade mas aceita que alegremente se espalhem os vírus do engano, em vez de «berrar» a verdade, é chocante.

8.1.04

O resto são picuinhices (7) 

Na minha História, e na de qualquer miúdo dos primeiros anos do secundário, 2 milénios completam-se ao fim de 2000 anos, assim como 20 anos se completam ao fim de 20 anos. (Garanto que não estou a «conduzir em contra-mão na auto-estrada»!)
A confusão pode-se entender no que não está para pensar nisso, que costuma comemorar os 20 anos quando os completa, sem perceber que está a entrar no ano 21 da sua vida. A 1 de Janeiro de 2000, o «mundo» estava a entrar no ano 2000 da Era de Cristo, e não a completá-lo. Que sentido fez comemorar com honras de milénio, 1999 anos?

7.1.04

O que interessa é a festa (6) 

A pressão consumista, a ignorância ou a ânsia de ter espectáculo, o quanto antes, terão talvez sido alguns dos aspectos que levaram «todo» o mundo a embandeirar em arco com a mudança de milénio um ano antes do correcto. Alguns chegaram ao cúmulo de inventar uma passagem de século mas não de milénio. Figuras com responsabilidades científicas, que escreviam nos jornais, não tiveram brio científico para esclarecer a opinião pública. (Já nem falo das que falavam na televisão, na qual é preciso ter muito mais coragem para desmistificar o erro, ainda por cima apoiado pelo comércio).
Assim o mundo, comandado pelos americanos, comemorou a mudança de século ao fim de 99 anos e a mudança do 2º milénio ao fim de 1999 anos.

6.1.04

Perdeu-se o Próximo Oriente. Dão-se alvíssaras (5) 

Dantes os conflitos entre israelitas e palestinianos aconteciam no Próximo Oriente. Agora acontecem no Médio Oriente.
Coisa estranha! Será que aquela zona está mais longe que dantes e se está a afastar de nós? Onde fica agora o Próximo Oriente? Desapareceu? E a Índia, já é Extremo Oriente?
O mais certo é estarmos, mais uma vez, a usar a terminologia dos americanos, para quem certamente somos nós o Próximo Oriente. E nós, alienados, abdicamos de nós mesmos e de referências próprias.
Ainda não perdi a esperança de ouvir algum jornalista noticiar o restauro duma antiga mesquita do Próximo Oriente, ali por alturas de Mértola!

[ou-ou-sevn] (4) 

A influência anglo-saxónica manifesta-se nos mais subtis pormenores. É frequente ouvir chamar O (Ó), ao tipo de sangue 0 (zero). Isto, porque não se espera encontrar um algarismo num conjunto de letras, mas sobretudo porque os americanos dizem «ó», em vez de «zero». Como os brasileiros dizem «meia» em vez de «seis». Ás vezes.
Os grupos sanguíneos (fenotípicos) humanos foram agrupados sob 4 designações principais: A, B, AB e 0. Porquê? Porque o tipo A tem nos glóbulos vermelhos uma substância designada antigénio A, o B tem outra diferente designada antigénio B, o AB tem ambas e o 0 não tem nenhuma delas. É por isso que se designa «zero» e não «ó».

5.1.04

Ó ti Jaquim, avie-me aí uma at de batatas! (3) 

Há séculos, quando se escrevia com aparo e tinta solta em suporte precioso e escrever era um exercício trabalhoso, abreviavam-se muitas das palavras mais usadas. Uma das abreviaturas usadas era um «a» com uma «perna» por cima, semelhante ao actual símbolo «@». «At» e «arroba» são nas respectivas línguas, algumas das palavras que a abreviatura @ pretendia significar. E «arroba» é que é portuguesa.
Para «dot», também não há dúvida que «ponto» é mais que correcto. É português.

3.1.04

«Arroba» é tão chunga! (2) 

Um conhecido humorista e outras figuras, que por terem acesso aos meios de comunicação social, espalham com facilidade as suas visões do mundo, mesmo que menos correctas, costumam acentuar com empolgamentos de atitude de vanguarda, que se deve dizer «at», em relação ao símbolo usado para o correio electrónico (@), e não «arroba». A que juntam «dot», em vez de «ponto».
Usar a terminologia inglesa deve parecer-lhes muito chique, mas se não se está a comunicar em inglês, parece-me que não há razão para se usar aquela terminologia, tendo nós os equivalentes portugueses.

Saudades da madrasta (1) 

Há um grupo de pessoas que costuma aparecer em revistas «caretas», e que faz habitualmente encómios desvanecidos à Grande Maça americana. A mim parece-me que, mais que ficarem rendidas aos encantos do gigantone urbano, pretendem pavonear os seus passeios transatlânticos. Ao dizerem «adoro New York», estão a querer dizer «estive em Nova Iorque». Quando dizem «vai agora uma peça na Broadway…», querem que os ouvintes percebam, «costumo ir a Nova Iorque frequentemente». E esperam que os ouvintes os valorizem como pessoas por esses feitos económicos.
Associada a esta adoração, costuma vir toda uma terminologia de raiz além-atlântica, quer nas palavras, quer nos conceitos. Mesmo quando existem na nossa língua e na nossa cultura os correctos equivalentes.

1.1.04

A importância do prepúcio 

Na aproximação ao conhecimento e à organização que os homens têm feito, a contagem do tempo foi sofrendo aperfeiçoamentos e até o dia do início do ano variou, conforme as ideias dos homens. Querendo associar a figura de Cristo à contagem do tempo e arredar contagens ligadas ao mundo pagão, como a Era de César, criou-se a Era de Cristo, o que fez a contagem decrescer 38 anos.
Muito bem, mas em que dia deveria começar o ano? Experiências foram concretizadas ao longo do tempo e conforme os países, fazendo começar o ano quer no «dia da concepção», (lá por Março), quer no «dia do nascimento». O mundo deu voltas, os homens meditaram e discutiram e acabaram por adoptar como dia de início do ano, o «dia da circuncisão», isto é, o dia em que cortaram o prepúcio a Cristo.
Mal dá para acreditar, mas isto passou-se no terceiro planeta do Sol – a Terra, há menos de 500 anos.


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