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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

31.7.04

Férias 

Nas praias do Algarve há de certeza muitos veraneantes de papo para o ar a apanhar sol, convenientemente barrados com protector solar, mergulhando de vez em quando nas águas agradáveis e alguns deles instalados em hotéis com alguma qualidade e de elevada diária. A muito poucos quilómetros há pessoas muito aflitas, vendo arder os seus bens e correndo às vezes risco de vida. Nem os da serra invejam os da praia, nem estes têm qualquer culpa dos problemas daqueles. Aliás, com o mal dos outros, podemos nós todos, bem. Quase todos. Alguns sentirão uma espécie de culpa impotente pelo bem que gozam, comparado com a aflição dos outros. É assim com os incêndios, mas também com as outras catástrofes mundiais.

É um mundo incrível, este. Incrivelmente grande e incrivelmente complexo. Daria tudo para passar aqui umas férias.
Confesso que é isso mesmo que aqui me trouxe. Como bom produtor no meu planeta de origem, ganhei uma estada na Terra, com os sensores ligados. Coisa a que, lá, raramente tenho direito. Escolhi a Terra porque é muito rica em sensações. Sentir, é extraordinário. Mesmo quando está a doer é muito preferível a ter os sensores desligados. Carpo annum.
Ai!

posted by perplexo  # 02:51

30.7.04

Memorando 

Tenho um relógio de cabeceira que também tem calendário e rádio. Não sei se todos os relógios de cabeceira são assim intrometidos ou se é esta familiaridade de coabitação que o leva, todas as sextas-feiras, a mostrar-me um memorando que me lembra em letras garrafais: SEX. Os antigos mordomos não se atreveriam.

28.7.04

A Esquerda e a Direita 

«Não são um par de gémeas passivamente idênticas. Também não se distinguem uma da outra como a irmã mais nova da mais velha, ou como duas raparigas com diferentes talentos, uma capaz de todas as destrezas, a outra, serva embrutecida pela prática monótona de tarefas grosseiras. Não creio absolutamente na superior dignidade da direita. Se a esquerda lhe falta, fica numa solidão difícil e quase estéril. A esquerda, (…) é capaz de se exercitar para cumprir todas as funções da outra. Feita como a outra, tem as mesmas capacidades, às quais renuncia para a auxiliar. (…) No violino, não é ela que obtém as notas, ao pressionar directamente as cordas, enquanto que, por intermédio do arco, a direita mais não faz do que reproduzir a melodia? É uma sorte que não tenhamos duas mãos direitas.»

«Elogio da mão» in A vida das formas de Henri Focillon


Retratos 

Na sala da casa de família substituo o casquilho da única lâmpada, calcinado pelo calor e pelo tempo. Os retratos dos ancestrais, a toda a volta da sala, olham-me sisudos, graves nos seus fatos domingueiros.
Encavalito-me num banco sobre uma cadeira. Os retratos atentos, tensos, parecem dizer: «Tem cuidado filho/sobrinho/neto».
Completo o trabalho, arrumo a sala. A lâmpada já acende outra vez. Os retratos fitam-me silenciosos, mas parecem sorrir.

27.7.04

Mancha no Sol 

Sexta e sábado, tive oportunidade de ver uma mancha no Sol, a olho nu. Ao entardecer, com a atmosfera embaciada por neblina ou poeira, podia ver-se o Sol, sem protecção, com uma tonalidade prateada. (Não, não era a Lua). E lá estava, bem visível, uma mancha escura, irregular, enorme. Para ser vista desta distância de 150 milhões de Kms., deve ser mais larga que a Terra.
Alguns estudos têm verificado um ciclo de 11 anos entre auges de extensão das manchas solares, a que costumam estar associados fenómenos de tempestades electromagnéticas que chegam  a originar black-outs de comunicações. E, possivelmente, outros fenómenos de que ainda não nos demos conta.


26.7.04

Fim-de-semana em Monsaraz 

Bem poderia ter escolhido o Minho ou a Galiza para passar o fim-de-semana, mas não. Como no anúncio, tenho a mania que sou criativo. Monsaraz, man!
Eu não soube a temperatura, mas às 5 da tarde ainda estava um bafo de boca de Inferno. E o curioso é que há entidades que também têm a mania que são criativas – durante uma semana, fizeram desenrolar em Monsaraz (uma localidade pequeníssima, bem preservada, encavalitada num monte a leste de Évora, junto à fronteira) uma série de eventos culturais, desde exposições de artes plásticas, a espectáculos de música (de muitas filiações), teatro, performance.
Valeu a pena. Não esquecer a comida, o acolhimento, a paisagem, as antas, os cromeleques, os menhires, a cerâmica, os queijos, o vinho. Mas sem o ar condicionado do carro e do alojamento, talvez não tivesse sido possível.

22.7.04

Tróia 

Quem viu o filme «Tróia» não pode dizer que conhece a obra de Homero «A Ilíada». Embora sendo baseado nela, fica muito aquém de toda a dimensão da obra escrita. Aliás, parece que isso sucede quase sempre que se adaptam obras escritas ao cinema. A este, embora sendo um filme que se vê bem, falta-lhe a dimensão mítico-religiosa sempre presente na obra de Homero, desde os constantes rituais da comida e bebida oferecidas aos deuses em cada refeição, até à intromissão constante destes nas coisas humanas, chegando a intervir eles próprios na batalha. Batalha que é a constante da Ilíada e que ocupa talvez 70% do «relato» desta longa tentativa de conquista de Tróia que se estendeu por 9 ou 10 anos.

21.7.04

Provérbios  

Provérbios são elaborações concisas de sociedades geralmente diferentes da nossa e que condensam em poucas palavras sabedoria e verdades, às vezes de La Palisse, mas que quando interiorizadas nas suas implicações podem gerar até pequenas alterações de mentalidade.
Veja-se este exemplo que se enuncia mais ou menos assim: «Até a mais longa caminhada começa por um pequeno passo».


20.7.04

Drama 

Um dos aspectos que considero mais dramáticos na tragi-comédia humana é que o que ignora não sabe sequer o que ignora. É triste não apenas não se dominar certo conhecimento, como não se saber sequer que esse ramo do conhecimento existe.

19.7.04

Simpatia  

As pessoas que atendem público estão mais simpáticas, mesmo até, pasme-se, nos serviços públicos.
A seguir ao 25 de Abril viveu-se o pior período neste aspecto. Os funcionários, desde o café à repartição, atendiam sempre com maus modos, como se todos os clientes fossem fascistas capitalistas e eles os proletários explorados. A consciência politica ou a sua apreensão apressada fazia-se pagar em antipatia. Antipatia que significava repulsa pela exploração de que se sentiam vítimas e de que o cliente era o primeiro elo.
Agora, parece-me, a simpatia não significa servilismo, como terá significado, por vezes, antes do 25 de Abril. Parece-me uma simpatia fruto duma consciência profissional e social. Até pode ser fingida, mas a mim engana-me, e torna os ambientes comerciais muito mais agradáveis e os das repartições muito menos crispados.

18.7.04

Rebajas  

Há carros com gráficos de rendimento muito diferentes, mas todos consomem mais em regimes elevados do que em médios. Posso dizer que no meu caso reduzo o consumo de gasolina em cerca de 30% se fizer os percursos de auto-estrada a 110/120 em vez de 130/140. É claro, que sou ultrapassado por quase todos, mas também o seria se viajasse nos regulamentares 120. «Toda» a gente anda acima dos limites. E levantando o pé fazem-se viagens mais seguras, mais baratas e menos «stressantes».

17.7.04

Sonho bizarro 

A televisão anda a debitar notícias incríveis. Parece que alguns ministros do novo Governo não percebem nada da área de que vão ser ministros. Isto já é suficientemente surreal e preocupante. Mas os lambe-botas de serviço encontram virtudes nesta situação. Dizem eles que não perceber nada do assunto até é uma vantagem porque o ministro não percebe mas também não tem vícios.
A maneira que tenho de distinguir o sonho da realidade é que quando se passa algo demasiado estranho, eu presumo que é sonho. Basta então acordar para a situação estranha desaparecer. É o que vou tentar agora. Vou respirar bem fundo e mudar de posição – pode ser que acorde!

16.7.04

Marretadas  

José Sócrates apareceu hoje no Canal 1 assumindo uma pose de candidato a líder do PS, mas ainda não interiorizou bem a nova postura.
Se ele ganhar o PS, com Santana no Governo, teremos a um nível inesperado, uma sequela dos Marretas que há tempos ambos protagonizavam no mesmo Canal 1 aos Domingos.
Esperemos que as coincidências não se fiquem pelas personagens e Santana seja o único a dar uma valente cabeçada política, como a real cabeçada que então aplicou no vidro do estúdio!
O pior é que quanto mais ele sobe mais graves consequências têm as suas cabeçadas e mais pessoas são afectadas. No Governo, todos nós!


15.7.04

Contagem de corpos 

Neste blog (http://sonhoslx.blogspot.com/) pode ler-se uma lista de vítimas civis de alguns conflitos nas últimas décadas. Respigo os seguintes exemplos:

Indonésia 1975-89 Anexação de Timor-leste 90,000 mortos civis
Angola 1961-75 Guerra da Independência com Portugal 300,000 mortos civis
Angola 1980-88 Guerra civil 500,000 mortos civis

Vale a pena ver a lista «completa». Um dos sites que serviu de fonte é este (http://users.erols.com/mwhite28/warstatz.htm)
São milhões e milhões de mortos, um pouco por todo o globo, um pouco em todos os tempos.
Algumas das sensações que se experimentam ao consultar estas listas:
1 - Parece haver alguma morbidez em elaborar intermináveis listas de mortos
2 – Parece que os homens não conseguem viver juntos em paz
3 – Cada um destes mortos provocou dores de parto à sua mãe
4 – É quase certo que a quase totalidade destes mortos não queria morrer
5 – É um pouco chocante verificar que o número de mortos varia, às vezes muitíssimo, conforme o historiador. Eis um exemplo: Na Guerra Civil Espanhola, segundo Hugh Thomas, terá havido 55.000 executados pelos Republicanos e 75.000 executados pelos Nacionalistas; segundo Gabriel Jackson, terá havido 20.000 executados pelos Republicanos e 200.000 executados pelos nacionalistas. Não se exigem nomes e moradas a um historiador, mas pelo menos um destes está muito longe dos números reais. Onde pára a ciência histórica?

13.7.04

Democracia interna 

Esta situação política criada por Durão Barroso teve aspectos muito curiosos: Algumas pessoas que concordavam que devia ser o PSD a indicar um nome para chefiar o Governo, não concordavam que o mesmo fosse indicado sem ser legitimado por um Congresso do PSD. Diziam que só assim teria legitimidade dentro do PSD. Penso que esta acrescida falta de legitimidade incomodava não só pessoas do PSD, como de outros partidos.
Se esta tese se confirmasse, teríamos a curiosa situação de algum partido só se opor a Santana por o PSD não utilizar processos democráticos para a sua indigitação. Seria extraordinário ver algum partido da Oposição a clamar por democracia dentro do PSD, enquanto os militantes deste partido se mantinham calados e submissos na aceitação do cozinhado das cúpulas.
Mas nada que se compare a um porco a andar de bicicleta.

12.7.04

Post nauseabundo 

A decisão de Sampaio custa muito a perceber a muita gente.
Eu, quando sou surpreendido por uma atitude de alguém e não a consigo explicar por explicações lógicas, sempre suspeito que a atitude tem como explicação uma questão escondida, que a pessoa não desvenda. Geralmente tratam-se de jogos psicológicos de interacção, onde o sujeito não age como «adulto», mas sim por atitudes contaminadas pela sua posição vitimizada ou então persecutória.
Quando andava no Liceu, usava-se uma brincadeira que, vista daqui, não sei se não teria propósitos de índole sexual: de vez em quando um colega acercava-se de outro por detrás, jogava-lhe a mão aos testículos, apertava-os e gritava: «Diz 10 marcas de carros japoneses!», ou 10 marcas de cigarros ou qualquer outra parvoeira que lhe lembrasse.
Eu espero que a Direita não esteja a apertar os testículos de Sampaio. Ao contrário do que possa parecer, isso não seria bom sinal – o de que Sampaio tem tomates. Significaria também 3 coisas negativas:
1 – Sampaio teria os tomates nas mãos da Direita.
2 – A Direita teria argumentos para apertar os tomates de Sampaio.
3 – Os tomates de Sampaio, quando apertados, debitam 10 marcas de carros japoneses.
Se estas condições se verificam, Sampaio tem a minha compreensão, porque qualquer um, com os testículos apertados, até é capaz de gritar 10 marcas de carros marroquinos. Por outro lado, seria preocupante, porque então, esta não seria a última derrota da Esquerda nos próximos anos.

Perda 

Morreu Lurdes Pintassilgo. A minha homenagem. Nunca votei nela, mas acho que por ela muitos portugueses vislumbraram esperança e perceberam que no mundo dos católicos também havia pessoas decentes e não apenas cónegos Melos.

10.7.04

O respeitinho é muito bonito 

Há palavras com uma carga muito pesada, com a agressividade de uma bofetada. Na declaração de vitória de Paulo Portas, ele não deixou de delinear o que deve ser a actuação seguinte de Sampaio. Para falar na designação de Santana, Portas disse que Sampaio deve solicitar ao Presidente do PSD que forme governo.
E juizinho!

Nova grelha de programas 

Sampaio já decidiu.
A Esquerda sente-se como na canção do Tordo:
«E a Esquerda,
Levou com mais um corno pela frente,
Essa maldade não se faz à gente,
Que merda!».
A Direita sente uma paz celestial. Parece que caminha em câmara lenta ouvindo música do Vangelis…
O pagode, esse, vai continuar entalado. Felizmente já tinha o futebol e a telenovela. Agora tem também Os Malucos do Riso em horário mais alargado.

9.7.04

Mudam-se os tempos 

Morreu Henrique Mendes. Antes do 25 de Abril, pela sua visibilidade televisiva, associada a telejornais, festivais da canção, onde imperava o nacional-cançonetismo, concursos de misses e outras manifestações da nacional-parvalheira, era uma cara associada ao regime. Parece que isso o prejudicou. Já no tempo das televisões privadas voltou a ser cara televisiva, abraçando projectos muito diferentes, com uma grande dignidade. A minha homenagem.
Estas palavras ganham maior significado se se perceber que também eu o associava ao regime e terei gostado de ver desaparecer das pantalhas o seu estilo.

8.7.04

Viva o Sacanavenense 

Desde que o Homem descobriu que a união faz a força inúmeros grupos de interesses comuns foram criados, desde grupos de caça até às modernas corporações – partidos políticos, sindicatos, ordens profissionais, clubes. Isso permite atingir objectivos que um só homem não conseguiria. Começam por ser associações de auto-defesa e tornam-se, às vezes, empórios de poder sectorial e de pressão.
Mas há preços a pagar. Um dos aspectos que considero mais perversos é a defesa de comportamentos corruptos e/ou incompetentes. A corporação tem a tendência para defender o seu membro, mesmo que seja um tratante. Entende que alguma penalização só deve ser dada por si, corporação. E os seus membros têm geralmente uma grande tendência para desculpabilizar o seu correligionário: Hoje defendo-te eu – amanhã defendes-me tu. Vê-se isso entre os médicos, os advogados, os políticos, os jornalistas, em todo o lado. Só em raros casos «indefensáveis» é que então a corporação, para defesa própria, vem «ajudar à festa», ajudando a enterrar o prevaricador.
O paradigma extremo das associações de auto-defesa é a Máfia.
Ai do que esteja fora da corporação. Está só. Se «meter o pé na argola, está feito»

7.7.04

Interesses 

Muita gente se acha no direito de botar opinião sobre eleições ou não-eleições e mais gente ainda não acha nada de estranho que num assunto formal, (que não tem a ver com diferentes visões do mundo, mas também não tem uma resposta óbvia e sim duas possíveis), todos os duma faixa política tenham uma determinada opinião e todos os de outra faixa politica tenham a opinião contrária. Probabilisticamente, este resultado é altamente improvável. Que se passa?
À falta de uma explicação mais elaborada, a opinião da maioria dos que a botam, não parece ter a ver com uma reflexão consciente e desinteressada do problema, mas antes pelo contrário reflecte os seus interesses de grupo. É portanto desonesta, pelo menos intelectualmente.
Por outro lado, o facto de toda a gente achar normal que a opinião dos políticos não seja honesta, mas sim determinada pelos seus interesses, é preocupante!

6.7.04

A Madeira 

Conforme notou Darwin a evolução nas ilhas segue rumos não coincidentes com a de espaços, às vezes próximos, mas dos quais se mantêm isoladas. São micro-biosferas. Darwin talvez percebesse a evolução democrática de Jardim.

4.7.04

Louros aos vencedores – honra aos vencidos 

Os portugueses foram empenhados mas os gregos jogaram melhor. Não foi reconhecida a tempo a superioridade grega. Estava a ver era que a coisa corria o risco de piorar, com algum verniz a estalar, na reacção à perda de bola e na reacção às decisões do árbitro. Mas não se chegou ao excesso. Acabou bem.
O Euro correu muito bem. Parabéns à organização, aos jogadores e ao Scolari que foi muito pedagógico. E aos portugueses, que foram muito bons anfitriões e muito bons apoiantes. Penso que crescemos alguma coisa. Oxalá.

Todos ao estádio 

Mesmo para o Santana não seria bom embarcar num Governo fragilizado, por lhe ser entregue de bandeja e após um desaire eleitoral do seu partido nas eleições europeias. Correndo o risco de perder, devia aceitar eleições. Se ganhasse, sairia muito reforçado. Aliás, devia ser ele a pedi-las. Isso permitir-lhe-ia aparecer como amante da legalidade sem nada a esconder nem a temer. Ganharia uns pontos.
É evidente que não vai fazer isso. Nesse aspecto, o Guterres foi exemplar. Ou antes, se o não fizesse tinha a oposição sempre a zunir-lhe aos ouvidos.
Embora não obrigatórias, agora acredito que vai haver eleições antecipadas. Tudo será mais claro. E que ganhe o melhor – a equipa portuguesa.

3.7.04

Quebra de contrato 

Esta situação criada pelo Barroso não tem uma resposta imediata e óbvia. O partido de Barroso ganhou, há 2 anos. Tinha um «contrato» com o povo português, mas que não cumpriu. Não deveria sofrer uma penalização?
Imaginem contratar a oficina de Picasso para pintar um quadro, o qual se encarrega da encomenda. Este, a meio da obra, vai-se embora. A oficina incumbe então Dali de acabar a obra. Imaginem o resultado! É bem de ver que nem Barroso é Picasso nem Santana, Dali, mas ainda que fossem Picasso e Braque!
A situação não se pode comparar à «saída» de Sá Carneiro. Se se entendesse que apenas o partido responde pelo voto conquistado e não o Primeiro-Ministro, poderíamos chegar a um esquema em que se admitisse uma rotatividade de altas figuras do partido vencedor, na função de Primeiro-Ministro. De 3 em 3 meses, por exemplo.
Apesar de Barroso não ir simplesmente para um emprego onde lhe pagam mais, merece um cartão amarelo, ou antes, o partido dele por causa dele. Mas quem lho dá, como e quando?

2.7.04

Os Heróis Gregos 

Nunca pensei ver os imbatidos checos claudicar perante os gregos. Agora, a pensar no próximo domingo, só se me oferece citar Camões:

«Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.»

(Os Lusíadas, c. I, 3)

1.7.04

Estratégias nacionais 

Foi muito mal feito correr com tanto «investimento» estrangeiro. Se não tivemos nenhuma responsabilidade em correr com alemães, franceses, suíços, italianos, suecos e dinamarqueses, já não se compreende que sejamos nós próprios – a equipa de futebol nacional – a assumir a grande argolada económica que foi expulsar do torneio equipas que arrastavam milhares de adeptos bons consumidores, caso dos espanhóis, dos ingleses e agora dos holandeses e que agora foram todos beber cerveja para a terra deles. Ficámos com os pelintras dos checos e dos gregos. Desde o «orgulhosamente sós» que não se espantava tanta caça.
Pela parte daqueles ricaços, que obviamente «ficaram com a pedra no sapato», é de esperar que passem a desvalorizar «um desporto primário para o qual só os povos menos desenvolvidos estão geneticamente melhor adaptados» e se voltem para o ténis e o golfe.

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