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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

30.8.04

Museus 

Em Lisboa, há muitos museus oficiais (e outros destinos públicos e privados dignos de visita), fechados aos fins-de-semana ou tão só ao domingo. A visita vai-se adiando, sempre com a desculpa sincera de que serão visitados quando começarem as férias. Mas quando as férias começam, já não se pensa em mais nada, e vai-se a correr para a praia ou para a «terra», para aproveitar os dias todos. E a visita fica «eternamente» adiada, por exemplo a estes:
- Museu Geológico
- Museu da Farmácia,

enquanto os seguintes, por abrirem aos sábados, ficam aguardando melhores sábados:
- Museu da Água
- Museu de Ciência da Universidade de Lisboa
- Museu das Comunicações
- Museu da Música

Aproveito para salientar a qualidade destes:
- Museu do Instituto de Macau
- Palácio da Ajuda
- Museu Nacional de Etnologia
- Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves

e os imperdíveis:
- Museu Nacional de Arte Antiga
- Museu Calouste Gulbenkian
- Museu do Chiado
- Centro de Arte Moderna

Cerveira 03


posted by perplexo  # 23:49

28.8.04

Perspectivas 

Numa representação naturalista, devem ser respeitadas as várias perspectivas, para que ela ganhe valores ilusionísticos, e se torne mimética da realidade, o quanto possível. Para além da correcção das proporções e das cores locais. Os objectos mais afastados devem decrescer em tamanho, segundo as regras da perspectiva linear. Esta é a mais conhecida. Mas, a atmosfera, com a sua miríade de grãos de poeira e gotículas de humidade, enevoa os detalhes e atenua as cores. Quanto mais longínquo está um objecto, mais indefinido aparenta ser. Representá-lo com uma definição semelhante à dum objecto próximo, causa uma sensação de irrealidade. Com a distância, os valores lumínicos e os cromáticos, atenuam-se. O contraste cai. Tudo vai adquirindo um valor lumínico médio e as cores perdendo saturação, tendem para o cinzento. Na verdade, um cinzento ligeiramente azulado. Pode-se assim falar também numa perspectiva cromática, integrada na perspectiva atmosférica.
Isto é do conhecimento comum, mas convém tomar-lhe consciência efectiva.

27.8.04

Perspectiva atmosférica 

25.8.04

Caseiros e arrogantes 

Em 1980, os Estados Unidos não compareceram nos Jogos Olímpicos de Moscovo, como protesto pela invasão soviética do Afeganistão. Em 1984, foi a vez da União Soviética não comparecer nos Jogos de Los Angeles.
A transmissão televisiva destes Jogos foi da mais desavergonhada propaganda americana. Os atletas americanos tinham direito a repetições sem fim e em câmara lenta, em contraste com o tratamento aos atletas estrangeiros, mesmo quando vencedores. Foi nojento. Os jornalistas estrangeiros presentes reclamaram, mas um responsável da realização, sobranceiramente respondeu qualquer coisa como: que na América os americanos faziam a realização como bem queriam. Evidentemente. A realização era caseira e o resto do planeta era paisagem.
Na Maratona, pela longa duração e importância da prova e pela evidência estrangeira (Carlos Lopes e outros 2), a realização não teve outro remédio senão mostrar longamente o êxito dos estrangeiros. Tive quase tanto prazer em imaginar a frustração da realização americana, como na própria vitória portuguesa. Mesmo assim, não deixaram de dar maior destaque à vitoria da atleta americana da Maratona (Benoit?), que à de Lopes.

24.8.04

A censura apresenta muitas formas 

Antes do 25 de Abril, poucas pessoas em Portugal terão visto subir nos mastros dos Jogos Olímpicos a bandeira da União Soviética. Não porque esta não ganhasse medalhas de ouro. Aliás, ela e a Alemanha de Leste disputavam com os Estados Unidos o maior número de medalhas olímpicas. O problema não estava aí, estava na transmissão televisiva portuguesa. Talvez por orientação superior (a Censura), a emissão ia para publicidade cada vez que se previa a entrega de prémios a atletas soviéticos.
Aqui, não seria talvez a Guerra-fria a ditar orientações, mas antes o boicote ao inimigo ateu.

17.8.04

1 ano é muito tempo (336 dias a postar) 

Faz hoje 1 ano que iniciei este blog. Nunca pensei, nem de longe, mantê-lo um ano. Não só o mantive, como pretendo continuá-lo. É possível que para alguns este propósito seja considerado uma ameaça; para mim é a liberdade de poder exprimir-me quando quero, sobre o que quero. É essa a força da blogaláxia. Se na prática sou lido por «meia-dúzia» de concidadãos (por bom-gosto, lucidez, bizarria?), em potência posso ser lido por muitos outros, por todo o mundo, e com a influência mais determinante. Quem pode, honestamente, afirmar que não tem pretensões proselitistas?
Mas, não é ainda tempo de fazer balanços; se os fizer, será depois das férias. Até lá!

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