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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

31.12.04

Bom 2005! 

2005



posted by perplexo  # 22:14

Best of… Dezembro de 2003 

Que fazer [no Iraque]? - Parar a agressão
Como não houve nem há justificação para a agressão, não há justificação para continuar a perseguir e matar os Iraquianos, sejam camponeses patriotas, sejam elementos das antigas forças militares e militarizadas do regime, seja o próprio Saddam.
De que é que são acusados? De usarem bigode?
Que tribunal os condenou? Quem lhes aplicou a pena de morte? Qual foi o seu crime? Terem suportado 12 anos um embargo internacional que lhes matou milhares de crianças, entre outros grupos? Terem o seu espaço aéreo violado todos os dias durante 12 anos por países estrangeiros? Terem escancarado as portas a quantos inspectores a comunidade internacional lá quis pôr a vasculhar milhares de locais do país, incluindo os palácios do Chefe de Estado?

29.12.04

220 milhões de mensagens de sms 

O ano passado, pelo Natal, devo ter enviado umas 40 mensagens de sms, entre amigos, colegas e familiares e devo ter recebido outras tantas, sobretudo respostas. Este ano, resolvi não enviar nenhuma mensagem (com 2 ou 3 excepções «obrigatórias»). Queria verificar se receberia um número semelhante de mensagens, mas não provocadas por mim.
Com pouco espanto, só recebi mensagens por telemóvel de 2 colegas, 2 ex-colegas e 3 familiares.
Devo ficar triste? Penso que não. Há muitas razões para não se entrar na histeria das mensagens. Também os outros amigos poderiam pensar que não me lembrei deles. O que não é verdade.

28.12.04

Destruição maciça 2 

As televisões regurgitam, por estes dias, imagens de devastações provocadas pelo Tsunami do Índico. Há planos de corpos em todas as posições, abandonados nas praias, carregados ao monte em camionetas ou alinhados em filas, cobertos por lençóis. A Natureza, na sua cegueira, matou indiscriminadamente, a eito. Apontam-se já 60000 mortos. É angustiante.
Alguns dirão que só vejo Iraque, mas não posso deixar de comparar este frio número de 60000 mortos duma calamidade que, embora minorada, não podia ser evitada, com os 98000 mortos civis que a comunicação social anunciou há dias para o Iraque, calamidade totalmente evitável, que só se concretizou e prossegue pela malícia humana. É revoltante.

19.12.04

Natal 

17.12.04

Fui premiado 

Hoje, a meio do almoço, recebi mais uma daquelas chamadas em que uma simpática colaboradora duma simpática empresa nos anuncia que, num sorteio envolvendo milhares de pessoas, fomos contemplados com uma oferta, totalmente grátis. Não compreendo como sou tão sortudo para ganhar sorteios a que não concorro, várias vezes por mês. Geralmente costumo agradecer e pedir que ma enviem pelo correio, mas nunca aceitaram esta minha sugestão. Para receber a tal prenda surpresa teria que passar por uma determinada morada. Agradeço muito, mas declino tão amável convite.
Hoje resolvi experimentar uma nova desculpa. Disse que não posso aceitar nenhuma prenda, porque sou uma figura pública com responsabilidades governativas e que não me posso arriscar a ter a comunicação social à perna, a falar de corrupção. Ao contrário do que eu esperava, a menina não desmobilizou e disse que levantar a prenda era simples e anónimo. Não teria que me preocupar.
Não se consegue fazer tartamudear os especialistas.

16.12.04

Fraquezas 

Hoje, ao ver grafitado em letras enormes: «Amo-te Nádia», numa casa de banho para homens duma instituição pública, não me contive. Escrevi por baixo: «Se ela vier aqui ler isto, não é bom sinal…».

Fraquezas 

Hoje, ao ver grafitado em letras enormes: «Amo-te Nádia», numa casa de banho para homens duma instituição pública, não me contive. Escrevi por baixo: «Se ela vier aqui ler isto, não é bom sinal…».

Grandes empreendimentos 

Os mortos das torres Gémeas foram vítimas civis inocentes. Foram cerca de 3000. A América, na boa tradição de «olho por olho», tem conseguido, pela sua parte, sacrificar muitos civis inocentes. As notícias de há dias bocejavam 98000 mortos civis no Iraque, desde Março de 2003.
Não há como um país grande para fazer as coisas em grande!

14.12.04

Serviço público 

Há serviços privados ou auto-financiados que são autênticos serviços públicos. Na estação de comboios de Florença, (e certamente noutras cidades europeias), existe um serviço de pesquisa e fornecimento de alojamento muito eficaz. O candidato paga uma taxa variável, conforme o patamar de preços do alojamento que procura – cerca de 4 euros para hotéis de 2 estrelas – o serviço contacta hotéis da sua lista, verifica se têm alojamento segundo as características que o cliente procura e explica ao cliente as condições específicas do hotel encontrado. Se este der o seu acordo, o serviço reserva o dito alojamento, recebe do cliente o valor da primeira dormida e fornece ao cliente um comprovativo para este apresentar no hotel e não pagar a primeira dormida. A complementar o serviço, fornece ao cliente um mapa da cidade com a localização do hotel e transportes que o servem.
Se calhar, este tipo de serviço só é viável em cidades de muito turismo, mas é pena pois é de uma utilidade inestimável! Só quem já chegou a uma cidade desconhecida, sem hotel marcado, carregado de sacos e debaixo de chuva, pode dar o devido valor a um serviço assim!

Ladies and gentlemen: - he got us. 

Faz hoje um ano que os americanos apanharam o Saddam. Acusavam-no de ter armas de destruição maciça e ter ligações à Al-qaeda. Tanto uma acusação como outra têm vindo a revelar-se infundadas e mesmo forjadas. Isto significa que Saddam é inocente destas acusações. Isto significa que os americanos são culpados deste erro premeditado.

13.12.04

Pesquisas estranhas 

No dia 2 deste mês alguém entrou neste blog com a pesquisa no Yahoo «santana lopes nu a correr no meio do Saldanha».
Eu sei que o homem tem andado um pouco desorientado, mas não creio que chegue a tanto!

12.12.04

Bassorá - 4/2003 

10.12.04

Erro de casting 

Ao contrário do que parece ser o sentimento geral (ou não fosse eu do contra :)!), não fiquei contente com a «demissão» de Santana. Preferia de longe que, apesar de todas as dúvidas acerca da sua legitimidade como chefe de Governo, fosse um Primeiro-ministro competente, ponderado e respeitador das liberdades cívicas. Prefiro um político competente duma cor adversa que um incompetente duma favorável. Infelizmente, o homem sonhava-as de noite para as lançar ao ar de dia, sem sustentação técnica ou ambiental ou financeira, sem ponderação, sem criação de vontade colectiva. Dá tiros no pé sem necessidade, só para afirmar criatividade governativa.
São líderes políticos destes que me entristecem, que me fazem sentir num país pouco desenvolvido.

7.12.04

Pastel com Canela 

O PC, como mais antigo, tem sido acusado de muita coisa, sobretudo de ser comunista! Aponta-se-lhe a mazela de manter a mesma doutrina e não se adaptar aos novos tempos. Por essa Europa fora, vários partidos comunistas tentaram agradar às vozes discordantes. Alguns viraram perfeitos sociais-democratas. O prémio foi a rejeição. Ninguém quer que o pastel de nata de Belém saiba a molho MacDonalds. Ninguém quer um sucedâneo social-democrata. Compreendo as reservas comunistas às críticas externas. Pode ser a concorrência a querer ficar com o mercado. Já percebo menos as cisões internas. É certo que uma pastelaria em recessão vê sabotadores até nos próprios pasteleiros, acusando-os de pôr pouca canela. Outros acham que quem põe demasiada canela expõe-se a muita canelada, teorizando o fim das especiarias.
Com muita ou pouca freguesia, o importante é apresentar um produto de qualidade.

6.12.04

Democracia assimétrica 

Se o PC e o BE nunca poderão ser poder, que sentido faz militar nesses partidos ou votar neles? Deve ser altamente desmotivante trabalhar, fazer levantamentos nacionais de alguns problemas, apresentar muitas propostas de lei, pensadas, coerentes, responsáveis, e não ver, quase nunca, esse esforço compensado em leis e em atribuição de gestão da coisa pública. A somar a isto, ver eleger dezenas e dezenas de deputados cujos principais méritos são o oportunismo e a obediência acrítica, ver compensada a mediocridade, só por se terem alapado nos partidos que vão à frente.
Creio que esta desesperança arrastada por anos e anos poderá ter sido a responsável por algumas desistências, algumas transferências. Creio, por outro lado, que o activismo destes partidos reconhece que uma boa gestão autárquica é quase tão importante, pelo menos ao nível dos problemas concretos das populações, como a gestão global. E que um controlo atento e consistente da força partidária que esteja no poder é fundamental para um funcionamento democrático das instituições.

3.12.04

Soberania limitada 

Muitos têm orgulho, com razão, por sermos um país desenvolvido ou muito em vias disso. Pelo menos o fluxo de imigrantes diz-nos que todos aqueles países de origem dos imigrantes são ainda menos desenvolvidos. Dantes, éramos nós uma das grandes origens, a caminho das grandes metrópoles europeias.
Mas, esse desenvolvimento terá alguma correspondência noutros aspectos? Que soberania temos? Somos livres de escolher qualquer partido para nos governar?
Em termos de controlo da União Europeia, não sei, mas desconfio.
Em termos de controlo americano tenho a certeza que não somos livres de escolher um PC ou um BE para Governo. A América chegou a avisar a França, nos anos 80, que não admitia ministros comunistas num Governo de coligação francês. É certo que a França respondeu que a América não estava a lidar com uma Itália. Mas, Portugal não podia responder isto.
Ou a nossa integração europeia alterou alguma coisa ou um voto naqueles partidos não passa duma afirmação de coerência que nunca se traduzirá em poder de Estado. Pelo menos enquanto for a América a mandar aqui.

2.12.04

Em terra pátria 

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