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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

30.4.05

Dia Internacional da Resistência ao Imperialismo 

Faz hoje 30 anos que os Estados Unidos foram expulsos militarmente do Vietnam. Ainda persistem na memória as imagens duma fuga atabalhoada, em que pilotos de helicóptero retardatários saltavam dos helicópteros para as águas, junto ao último navio a abandonar Saigão, despenhando-se os helicópteros no mar. Imagens de pânico nada condizentes com a habitual postura arrogante dos militares americanos.
A conflagração foi muito mais severa para os Vietnamitas que perderam 4.000.000 de civis, 1.100.000 militares norte-vietnamitas e 223.748 militares sul-vietnamitas. Os Ocidentais perderam 58.202 americanos e 5.282 «aliados». (dados da Visão). No entanto, foram estas perdas americanas que, através da pressão da opinião pública, fizeram os Estados Unidos retirar, em vez de persistir na matança mútua.
Infelizmente, a lição que tiraram não foi a de que se paga um preço muito pesado por tentar impor regimes e culturas que um povo não queira, mas a de que para a próxima vão ter armas mais poderosas e vão ganhar as guerras em que resolverem entrar. Ei-los no Iraque.

posted by perplexo  # 22:16
Comments:
Num cartoon catalão, de há algum tempo, podia ler-se alguem dizendo:
"Estou preocupado em saber quando os norteamericanos sairão do Iraque!"
Ao que o outro respende:
"Não me preocupa saber quando saiem mas antes para onde irão a seguir!"
 
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27.4.05

Vá lá! 

É decepcionante o reduzido número de respostas ao post anterior. Vá lá, respondam só Bem ou Mal à justeza da minha acção. Podem ficar anónimos.
Pleeeaaase!

Comments:
respondo:mal
 
Quando fiz um comentário sobre isto no post anterior a foto não estava disponível, não percebi portanto do que se tratava exactamente. Agora que vi, acho que a foto tem graça só por si, mas seria mais cívico ter afastado o tronco (aquilo é um tronco não é?). Já andei de motoreta na estrada e sei que aquilo pode matar um homem. Outra coisa é que não estou a ver-te a pintar estradas...
 
és um gajo inteligente. percebeste que ali cairia um tronco e reservaste o espaço para isso. és um construtor de simetrias. fazes com que o que está em cima se asemelhe ao que está em baixo.

;P
 
:)
 
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22.4.05

Fui eu que fiz isto! 

1/3/2003

Tem circulado pela Net esta fotografia acompanhada de um coro de críticas ao «profissional» que fez este «lindo trabalho».
Eu quero polemizar o assunto, porque fui eu que pintei este risco e tenho as minhas razões para o ter feito assim. Leiam-nas, façam um exame de consciência e digam de vossa justiça: sou uma besta ou qualquer de vós teria feito o mesmo? Sejam sinceros e não deixem de comentar, sobretudo se não concordarem comigo. É importante para mim esse feedback.

«Há muito que pinto estradas. Sou sempre assistido por um companheiro de trabalho que me dá apoio, removendo pequenos obstáculos ou simples sujidades. Dentre os 4 que fazem esse trabalho, um há que se atrasa e falta frequentemente. Tem sempre dificuldades e problemas: ou é a tia ou o relógio ou o carro ou o diabo a sete. Ninguém quer tê-lo como ajudante. Durante uns tempos, eu parava o carro de pintura, saía, limpava, removia os obstáculos, voltava ao carro e prosseguia a pintura, uma e outra e outra vez. Era extenuante e irritante. Afinal, ele continuava a receber o ordenado e eu é que fazia o trabalho dele. Depois falava com ele, pedia-lhe, ralhava, queixava-me ao chefe. Nada resultava. A chefia ignorava olimpicamente. Ao fim de um ano e tal, adoptei a postura de que não era a mim que competia colmatar as falhas do sistema. Iria cumprir estritamente a minha função, dentro das limitações existentes. Um dia o risco lateral ficou assim, como vêem. Mas muitas outras situações como esta houve.
Vejo as críticas que me fazem na Net e muitas mais farão. Não me orgulho do que faço, mas rejeito liminarmente qualquer peso de consciência. Acho que fiz o que pude. O sistema preferiu assim!»

Que pensam disto? Que teriam feito vocês no meu lugar?
1-Continuariam a fazer as duas funções, os anos que fossem precisos?
2-Mudariam de profissão?
3-Partiriam a cara ao mau colega?
4-Queixar-se-iam ao Sindicato?
5-Poriam a chefia em tribunal?
6-Têm uma solução original?

Encham a caixa com comentários.
Se precisarem de mais pormenores para fazer uma avaliação fundamentada, digam. É que o problema persiste e eu gostaria de resolvê-lo duma maneira mais elegante.

Comments:
Eu cá pá....em prutestu contra a falta de sentido curpurativo desse marmanjo fazia uma espera ao Presidente da Câmara e dizia que o gajo que se baldava andava metido com a mulher dele....
 
a pessoa que sou continuaria a fazer furiosa e rancorosamente o meu trabalho enquanto imaginava acidentes tragicos com um qualquer acido concentrado e a cara do gajo. se eu fosse a pessoa que gostaria de ser formava um partido politico, ganhava as eleicoes, dominava o mundo e despedia todas as pessoas incompetentes.
 
Provavelmente continuaria a fazer o meu trabalho até ao primeiro obstáculo. Aí pararia a máquina, sentar-me-ía à sombra, puxaria de um livro e esperaria que alguém da enorme pirâmide de chefes viesse saber o que se passava.
Aí pedir-lhe-ía, com a delicadeza que o caso impõe, que ele, como mais sabedor porque chefe, encontrasse uma solução.

Ou então, farto de fazer riscos a direito e sempre à mesma distância da berma, pegaria na máquina, rumaria para o terreiro do Paço e aí faria no chão um enorme graffiti das caldas para ser visto do ar.
Quem sabe se um qualquer deus do Olímpo daria pela coisa e viria em meu auxilio...
 
O que posso dizer? Eu tento chegar todos os dias a casa com a consciência de ter dado o meu melhor no meu emprego e nada mais. Claro que me irritam os incompetentes que me rodeiam, claro que fico fodido por ver pessoal a ganhar o mesmo que eu (e até mais) e não fazer nada que justifique isso, mas... enquanto tiver a minha consciência tranquila durmo sossegado e isso, para mim, é que é importante.
 
Resposta 6.
A minha solução é montar um avental/escova/aspirador/soprador à frente do veículo que faz a pintura que 1) poderá arredar obstáculos como este para fora da estrada e 2) limpar outras pequenas e não tão pequenas impurezas.

Desta forma o emprego desse gajo incompetente deixa de ser necessário e o gajo vai para a rua.

É que eu não tolero incompetências.
 
Eu já estou habituada a trabalhar por mim e pelos outros, questão de brio profissional...
 
Obrigado kropotkine, tasque, jc duarte, casado, anónimo criativo e jacky pela vossa resposta ao meu apelo. Estou a aprender, garanto-vos.
 
Confrontava-o. Conforme a sua atitude e resultados à vista, faria ou não uma exposição oral e posteriormente por escrito a quem de direito, com cópia para sindicatos e afins.
Afinal, pior que um mau trabalhador é um mau colega. (como eu te compreendo)...

Chuac-quac ***
 
Fizeste muito bem. num país de palhaços, "em Roma sê romano."
 
Imagine! Eu só vim hoje comentar porque tenho estado hospitalizada e só tive alta hoje... e tenho faltado ao trabalho...
Às vezes acontece...

M. (de Manuela)
 
acho a risca, no mínimo, caricata
 
Obrigado patita, sarip, Manuela (as melhoras) e ana[lua].
 
compreendo-te perfeitamente, mas não faria o que fizeste... infelizmente sei perfeitamente o que é estar rodeado de pessoas que adoram o comodismo e que roçam a incompetência... mas quando se trata de por em causa o meu próprio trabalho o melhor é fazer sempre o melhor, nunca se sabe se quem manda depois não vai ver a única falha que tu fizeste... concordo com a sugestão daquele anónimo que diz que se devia pôr uma escova que afastasse as sujidades o que dispensaria o fulano incompetente. De qualquer modo acredito que tenhas tido as tuas razões para te passares da cabeça... LOL... bom fim-de-semana.
 
Gostei do teu comentário, elsa. E de vários outros. Hei-de fazer um balanço escrito!
 
Manifestamente cansada da incompetência em geral, faria exactamente o mesmo!!! Um abraço.
 
lol esta é para rir lol acho q fizeste bem lol
 
Fizeste bem
 
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21.4.05

A menina monta? 

O Lidl apresenta de vez em quando artigos inesperados. Hoje, tinha artigos para equitação: escovas, mantas, capacetes, snacks para cavalos. O Lidl é barato e é lá que caem as camadas economicamente menos abonadas. Parece não fazer muito sentido pôr nesta superfície comercial artigos para um desporto que me parece razoavelmente caro. Mas o certo é que o pessoal do bairro lá estava a apreciar os artigos com ar entendido e mesmo a experimentar os pingalins, colocando-os adequadamente virados para trás e imprimindo-lhes um profissional movimento de suave fustigação do flanco dum cavalo imaginado.
Fico muito surpreendido, com a extensão da democratização dos lazeres. A não ser que o pessoal estivesse só a idealizar umas inovadoras práticas sado-masoquistas para mais logo…

Comments:
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agora estão com umas promoções malucas de portáteis!
 
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20.4.05

Habent Papam 

Ratz

Holy Shit!


19.4.05

Ai o meu canário! 

Greve? Ná!

A vida é muito difícil!


18.4.05

Nojo 

Boaventura de Sousa Santos revela na Visão:
«É hoje sabido que João Paulo II se serviu de informações da CIA – sua aliada na luta contra o comunismo – para acusar bispos e padres de subversão marxista, suspendendo-os ou forçando-os a resignar».
Um feliz casamento de conveniência entre o vómito e a náusea!

A propósito: de que é que terá morrido o Papa João Paulo I em 1978, poucos meses após o início do seu pontificado?

17.4.05

Metro mal medido 

Algumas estações de Metro de Lisboa têm, de há uns tempos para cá, um sistema de vídeo que dá notícias e muita muita publicidade. Pensam que é só imagem? Tem som e de que maneira! O pobre utente pode desviar os olhos, mas como tapar os ouvidos? Leva com aquela poluição sonora em volume inaudito. É uma vergonha cívica.

O Metro é um transporte excelente para as cidades: rápido, barato. Mas quem pensou que seria uma benesse para as periferias, talvez já tenha mudado de ideias. A linha de Metro «seca» a rede de transportes públicos rodoviários da zona para onde se estende. As linhas passam a ser muito menos, os autocarros passam a ser muito mais espaçados e a maioria termina no terminal de Metro. Há imensas viagens que passam a exigir dois bilhetes: o do autocarro mais o do Metro. Na periferia, é muito demorado e caro usar os transportes públicos. Não é lá grande alternativa ao carro!

16.4.05

Mercados 

De há uns tempos para cá, tenho feito a ronda dos mercados municipais de Lisboa: Benfica, Lumiar, Alvalade, Rato, Av. Roma. Há uns mais recentes e modernizados e outros bem menos. É um bom passeio de sábado de manhã, pitoresco, cheiroso, alegre. Encontram-se produtos com muito bom aspecto, salvo algumas infelizes excepções.
Incomodam-me duas coisas: o «diga lá freguês», etc. que nos pressiona para parar, responder, seguir as escolhas da vendedeira; e a frequente ausência de afixação de preços. Se é uma manha para não afugentar clientes, para mim funciona ao contrário. Geralmente respondo que «gostava de saber o preço das douradas, mas não consigo». E nunca compro ali. Calculo que é porque as vendedeiras vão fazendo variar os preços ao longo da manhã, conforme a evolução das vendas. Outras vezes é a própria concepção do letreiro, fornecido pelo município, que prevê o preço na base do rótulo, que a vendedeira enterra no gelo. Lá nisso, os mercados não conseguem competir com as grandes superfícies, onde expor o preço é ponto de honra.
Hoje, no mercado do Arroios, uma banca de fruta tinha exposto um preço de «ameixas brancas». Olhei em redor. Não havia ameixas brancas – só vermelhas, rodeadas de maçãs, peras, meloas, etc. etc., todas sem preço. Assim, não!

13.4.05

No comments 

Nos jornais, leio:
Rumsfeld «quer rapidez na aplicação da democracia»

Na coluna seguinte:
«…pelo menos 20 iraquianos morreram, sete dos quais crianças, e mais de 22 ficaram feridos num bombardeamento das forças americanas…»

Comments:
I join. All above told the truth.
 
Excuse for that I interfere … here recently. But this theme is very close to me. I can help with the answer. Write in PM.
 
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12.4.05

Um Papa dos oprimidos 

Em breve, os cardeais vão escolher um novo Papa. O precedente, João Paulo II, tinha o «aspecto João»: idealista, místico, social. Por esse aspecto, iniciou um movimento de aproximação a outras religiões, dirigiu-se aos fiéis nos respectivos países, criticou o capitalismo selvagem e a guerra do Iraque. Mas também tinha o «aspecto Paulo»: pragmático, intransigente, disciplinador. Por esse aspecto, foi uma alavanca importante para derrubar o bloco soviético e consequente desequilíbrio internacional, manteve uma postura anti-contracepção com consequências terríveis na expansão da SIDA, manteve uma Igreja pouco flexível aos desafios contemporâneos.
Quando ele foi escolhido, havia quem lesse nas Profecias de Nostradamus que ele seria o último Papa, antes da destruição da Igreja. É certo que os problemas são muitos e difíceis. Há que ser muito prudente para não causar cisões (mais). Mas a «destruição da Igreja», parece-me pouco provável.
No aspecto geopolítico, é necessário que os cardeais escolham alguém que ajude a corrigir o desequilíbrio que se verifica actualmente, com uma única e agressiva hiper-potência. Alguém que ajude a travar os apetites americanos que são um flagelo para os povos pacíficos. Alguém que tenha conhecimento directo do que a América faz aos países subdesenvolvidos, da miséria económica e social que provoca. Qual a zona que sempre tem sido o quintal da América? Qual a zona que nunca é autorizada a seguir o seu próprio caminho, que sempre vê as suas tentativas de autonomia serem sangrentamente sabotadas?: – a América Latina. De lá deveria vir o novo Papa. A isso voto.

11.4.05

Exposição imperdível 

500-450 a.C.


Ontem, visitei uma exposição na Gulbenkian – «7000 anos de Arte Persa». São 178 peças recolhidas no espaço aproximado do actual Irão e que abarcam o período de cerca de 5000 a.C., até cerca de 800 d.C. Objectos usados por Medos, Partos, Persas aqueménidas, selêucidas e sassânidas lá estão representados. São muito curiosos uns recipientes para líquidos, zoomórficos e com longo «bico».
Há dois motivos para classificar esta exposição como imperdível:
Por um lado, é uma mostra importante que pela primeira vez depois da revolução de 79, mostra ao Ocidente uma parte do acervo artístico do Museu Nacional do Irão. A mostra saiu em 2000 e esta é a ultima apresentação. Não vale a pena frisar a importância de ver as peças ao vivo: frente a uma peça de cerâmica que parece estanho, sabemos que não estamos a ser enganados por uma deficiente representação fotográfica, como se só a ela tivéssemos acesso por ilustração ou site da Net. Assim como o tamanho que só ao vivo ganha a sua verdadeira importância. A partir de Junho, só indo ao Irão;
Por outro lado, talvez seja a última vez que o Mundo vê estas peças. Aquele bárbaro furioso do Bush prepara-se para atacar o Irão, se conseguir livrar-se do Iraque. Nessa altura, estas peças já estarão no Museu Nacional do Irão e terão a mesma sorte que tiveram as peças que estavam no Museu de Bagdad – o roubo e a destruição.

Comments:
Nem sabia, mas quero ver se não perco
 
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8.4.05

A lei é dura? E daí? 

O Código da Estrada foi alterado mais uma vez, mas mais uma vez agravam-se as multas sem fazer qualquer fiscalização. Já «andávamos» a 50 Km/h nas povoações, mas só os semáforos que detectam velocidades nos faziam abrandar. Baixam os limites para limiares do surreal em que todos andamos a transgredir. «Mas só os totós cumprem». Lá vão eles (às vezes nós), à velocidade limite no meio das buzinadelas furiosas dos outros que não aguentam alguns ridículos passos de caracol. E com algumas outras limitações passa-se o mesmo. Atingiu-se um permanente estado de transgressão – a delinquência geral. «Impossível» cumprir, em nome do bom senso.
Entretanto, «Continua o verdadeiro excesso de velocidade. Continua a utilização abusiva do telemóvel. Continua o estacionamento em todo o lugar» [in Visão]. (Nem sei como poderia ser doutro modo, com tanto carro). Todos a transgredirem. A Polícia só tem que escolher o carro. Mas as coimas são tão exageradas que não há coragem de as aplicar. Os espertos safam-se sempre. Os «espertos» de vez em quando são apanhados. Mas só de vez em quando. O cumpridor sente-se ridículo e desajustado – a lei parece uma realidade virtual que produz efeitos no Dia do Juízo Final.
Como é que eu sei que a fiscalização é pouca? Porque o velho hábito de os automobilistas se inter-avisarem da presença da Policia através de sinais de luzes, caiu em desuso. Das poucas vezes que viam Polícia, perceberam que não valia a pena darem-se ao trabalho, porque não havia perigo. Só cenário.


5.4.05

Finalmente! 

A tradição ainda é o que era para muita gente e, especialmente em meios pequenos, persiste-se em muitos rituais, embora sem grande convicção. É o caso do «santo sacrifício da missa» que para alguns deve representar mesmo um sacrifício. Neste ritual, o ofertante vai lançando falas aos fiéis e estes respondem com respostas convencionadas. A última que lança e que anuncia o final do ritual é: «Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe» e os fiéis respondem: «Graças a Deus». Ou é da minha sensação pessoal ou parece-me que, geralmente, os fiéis dão esta resposta com uma ênfase maior que as outras respostas como que numa exclamação de alívio: «Graças a Deus!!!».

O Predador 

A presidência do Banco Mundial foi entregue a Paul Wolfowitz. Entregar o Banco Mundial ao Wolfowitz faz-me lembrar um dos muitos episódios sangrentos da Guerra no Kosovo: as tropas da Nato entregaram um grupo de 9 ou 10 camponeses sérvios a um grupo de soldados albaneses do UÇK para serem por estes protegidos. Na manhã seguinte os sérvios estavam mortos e os soldados ausentes.
Wolfowitz é um dos teóricos do Século Americano que preconiza um domínio incontestado do mundo pelos americanos. Como foi um dos arquitectos da estratégia de levar o terror mais completo ao Iraque, imagine-se o que fará ao leme duma organização tão poderosa como o Banco Mundial. Pobre Terceiro Mundo!

3.4.05

Jantar de blogs 

Ontem fui a mais um jantar de blogs, desta vez com o pretexto de comemorar um ano de vigência do blog da Pandora. Como ela disse, foi apenas um pretexto para juntar amigos feitos neste mundo virtual mas que, contradizendo outras opiniões, se têm vindo a transformar em amigos da mesma cepa que os ganhos no «mundo real». Foi uma oportunidade para mim, e penso que para quase todos, de rever amigos de outros jantares, porque, apesar do que escrevem nos respectivos blogs, o contacto pela linguagem corporal estabelece comunicações que a linguagem bloguística não faculta.
Houve uma prevista surpresa constituída por uma demonstração exímia de prestidigitação por um amigo da Pandora. No entanto, das surpresas que mais gostei foi das intervenções «espontâneas» da Blimunda e amiga Vanrose interpretando uma poesia contestatária, com um lote de incómodas «perguntas» finais e da leitura pelo Orca duma das suas sempre talentosas poesias. Foi dele, talvez, o melhor «clique» de tomada de consciência ao lembrar que esta comunidade, apesar da distância entre as respectivas residências, pode de repente ficar próxima e inter ajudar-se, se necessário.
Sei que a noite, para muitos, continuou noutro local, mas disso falarão eles.

Comments:
Pelas crónicas que tenho lido, parece ter sido muito agradavel. Tive pena de não poder estar presente.
E o Zeca, sempre cantou?
 
Grato pela referência, aqui fica um abraço... Penso, na verdade, que esta "comunidade" tem essa suprema virtude de ser uma real soma de indivíduos, sem lideranças mais ou menos iluminadas e sem massificações. E, ainda assim, uma comunidade. E, talvez por esse conjunto de características, um grupo de pessoas onde ser-se solidário tem uma espontaneidade raramente vista. Que assim se conserve por muito tempo! E que nós o possamos ir testemunhando.
 
O Zeca não cantou porque, embora tendo medo de que surgissem 46 violas, não apareceu nenhuma.:)
 
Foi óptimo.E mais ainda por se terem criado cumplicidades. Eu não conhecia a Blimunda e foi como se a conhecesse desde sempre. Abraço para ti.
 
obrigada pela presença... gostei de te ver mais uma vez :)
beijoo
 
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