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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

29.8.05

Barjola 

Juan Barjola foi uma boa surpresa que tive em Gijón. Existe mesmo um museu só com obras suas e, admire-se, gratuito. Aliás, em Gijón visitei vários museus de graça: além deste, o Museu Jovellanos e o museu do pintor Piñole.
Barjola tem obras que fazem lembrar irresistivelmente Francis Bacon, como esta:

Barjola

Não sei quem influenciou quem, quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha, ou antes, Barjola ou Bacon. Certo é que o nome de Bacon corre mundo e o de Barjola só agora me atingiu.
Veja-se outro exemplo da pintura de Barjola:

Barjola


posted by perplexo  # 22:14
Comments:
É tal e qual como em Portugal!
Um abraço. Augusto
 
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28.8.05

Deco em Espanha ;) 


Ferdinand Preiss, Balancing, 1930


Em Salamanca existe um museu de Arte Nova e Arte Deco que vale a pena visitar pelo seu extenso acervo. Embora Salamanca seja uma cidade importante, não deixa de causar admiração um museu tão específico na província. Fico a pensar se museus especializados, mas bem recheados e representativos da área que expõem, não serão opções interessantes para cidades portuguesas de província e não atrairão mais visitantes que os habituais museus de arte antiga e sacra. Em Salamanca, a afluência era grande. A não ser que seja uma fatalidade o que diz a publicidade institucional: que, a nível mundial, os museus têm mais público que o futebol, mas não em Portugal.
Cabe aqui citar os esforços de carolas e entidades que com maior ou menor êxito têm tentado a descentralização: Bienal de Cerveira, Museu do Pão em Seia, Museu Malhoa – «do naturalismo nacional» – nas Caldas, futuro museu de Arte Contemporânea em Castelo Branco. Que sei eu?

Comments:
Não sei se reparaste, mas nesse dia também falei sobre este assunto. Coincidências...
 
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27.8.05

Este ano, vamos conhecer Espanha, querida! Fazes um esforço? 

Em Léon, encontro um casalito que está a fazer o Caminho de Santiago, a pé. Já vêm da Catalunha. Será uma demanda espiritual? – quero saber. Espiritual, cultural, física, de lazer, de encontro – respondem, com o entusiasmo no olhar.
Também já andei a pé. O corpo cansa-se, a alma refresca-se, ganha-se auto-confiança para empreender tarefas mais exigentes. Conhecem-se lugares recônditos e gentes nobres e generosas. O stress é mínimo. Dá-se uma instrução às pernas para caminharem e vai-se em cima delas. Sem precisar de pensar nisso.
Agora, burguês instalado, esta história traz-me à ideia a piada que costumo lançar quando, confortavelmente instalado num veículo auto-móvel, vejo algum casal de ciclistas nórdicos, ajoujados de bagagens, pedalando penosamente pelas nossas estradas: Este, prometeu à mulher umas férias na Península Ibérica. Não lhe disse é que a viagem lhe ia sair do corpo!

Comments:
São conhecidos por nomadas do turismo. Um abraço e obrigado pela visita. Augusto
 
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26.8.05

E de Ávila, também! 

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25.8.05

«Eu gosto muito de Segóvia!» 

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Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
 
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24.8.05

Curiosidades 

Plasência é uma pequena cidade de província à latitude de Castelo Branco mas do outro lado da fronteira e com um bom conjunto monumental. Tem uma Catedral com partes do século XIII e outras de séculos posteriores. Abriga um museu de arte sacra o qual também integra uma secção de arqueologia. Lá estão representados artefactos usados pelo homem do Paleolítico e de períodos posteriores. Para complementar a compreensão lá estão ilustrados os períodos glaciares e, para situar os homens de então, lá se fala e se ilustra a evolução humana fazendo-a depender dum tronco comum que produziu os actuais símios.
As conveniências logísticas de juntar acervos museológicos de contextos diferentes no mesmo espaço produziu esta preciosidade: haver ensino do Evolucionismo num espaço de Igreja, a mesma que não descola do Criacionismo. (ou eu estou desactualizado?).

23.8.05

Bonito 

Uma vez, ouvi uma portuguesa queixar-se para uma amiga que para os espanhóis era tudo pescada, porque eles chamam pescado ao peixe. Os espanhóis, como os outros, têm as suas próprias designações para as várias variedades de peixes, embora, devido à proximidade linguística, esperemos que tenham designações semelhantes. Ao atum, chamam bonito e no Norte cozinham-no de muitas maneiras. Da última vez que pedi atum de tomatada, quando a empregada trouxe o prato perguntou-me:
- Bonito, usted?
Eu só disse que sim, mas apeteceu-me dizer:
- Es como ves, guapa!

Comments:
Oh si cariño!

Chuac-Quac***
 
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22.8.05

A minha casa, não!!!! 

Para mim, este grito de mulher, que se tem visto nas televisões, é o que melhor reflecte o desespero das populações acossadas pelos incêndios dos últimos dias, só comparável ao choro baixinho dum velho. Podemos emocionar-nos mas não conseguimos sentir o que eles sentem. Só podemos imaginar.

21.8.05

Viva a diversidade 

Os partidários da globalização e consequente homogeneização cultural poderão até vomitar só com a descrição. Os outros poderão achar bizarro ou que os componentes não ligam. Eu digo que pimentos morrones recheados com massa de morcela de sangue, ela própria recheada com miolo de noz é bom. Se esta iguaria constituir um almoço em Léon, sabe a férias e a experiências de comida exótica. E leva-nos a bendizer a diversidade cultural.

Comments:
Confesso que só não gosto mesmo é dos pimentos, seja em que circunstancia for.
Mas viva a aldeia global, com as suas casitas e receitas particulares.
 
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17.8.05

Balanço 

Faz hoje 2 anos que iniciei este blog. Comecei-o pela necessidade veemente de manifestar a minha perplexidade e revolta pelo ataque americano ao Iraque. Então, como agora, não havia nenhuma justificação para aquele ataque. O atacante sempre o soube mas forjou uma. Parecia-me que estava toda a gente resignada, comunicação social incluída, a aceitar o que o poderoso tiranete americano decidisse. Curvavam-se à sua força. Parecia-me inacreditável que não se levantasse um coro de protesto mundial. Parecia-me inacreditável que a comunicação social se «embebesse» (com a notável excepção de Carlos Fino), nas forças que, contra toda a ética, invadiam um país soberano, destruíam as suas infra-estruturas e matavam os seus habitantes. Assisti às transmissões da invasão nas televisões internacionais onde era evidente a matança gratuita de transeuntes. A força anda, geralmente, de braço dado com atitudes discricionárias, quando não corruptas, prepotentes ou criminosas.
Estava disposto até a pagar alguma coisa para criar um blog. Quando percebi que era grátis e tão fácil, entusiasmei-me. Abria-se-me esta janela que, se não muda o mundo, liberta a minha voz. Nunca pensei escrever tanto. Já vou com mais de 500 posts. Orgulho-me da maior parte deles, independentemente do êxito ou da falta dele que tenham obtido. Ando pelas 10.000 visitas, o que pode significar bem pouco. Não há dúvida que, mais que qualquer outro feed-back, o que mais ilumina o ego são os comentários.
A princípio debitava supostas notícias de planetas longínquos onde aconteciam factos em tudo idênticos aos que acontecem na Terra. Colocava os factos terrestres lá longe, para me evitar alguma ameaça judicial neste planeta. Ou então alterava-os no sentido de dizer que lá longe aconteceram maroteiras, mas tiveram um tratamento diferente. Por exemplo, num planeta distante o Bush de lá invadia um país soberano sem justificação mas a comunidade internacional perseguia-o até conseguir a sua destituição e prisão.
Depois, a grande exigência em imaginação e o desejo de enfatizar o desagrado levaram-me para posts mais directos. Entretanto fui explorando posts doutra natureza que me têm dado muito gozo e um maior traquejo de escrita.
O aspecto visual do blog manteve-se sempe muito básico, mas fui aprendendo algumas coisas: instalar uma caixa de comentários, adiconar imagens e música. Aprendi uns rudimentos de html: significado e uso de algumas palavras. Aprendi a criar gifs. Quase tudo por exploração própria.
Tive curiosidade de conhecer outros aventureiros dos blogs e fui a 3 jantares. Tirando meia dúzia de adoráveis excepções os bloguistas são pessoas tão pacatas como eu, independentemente do brilho do que escrevem nos respectivos blogs.
O balanço é positivo – o blog é para continuar. Infelizmente, os tempos vão difíceis e a possibilidade de se ser perseguido por discordar da guerra do Iraque já esteve mais longe. Veja-se o que está a acontecer em Inglaterra onde se pretende perseguir quem «apoie o terrorismo». E à medida que a crispação da guerra aumentar, maior será a tentação de calar toda a contestação, que facilmente pode ser apodada de apoio ao terrorismo. E é de crer que as acções terroristas em países ocidentais vão continuar a acontecer, tanto pela fragilidade de certos aspectos das nossas sociedades, como pela continuação dos impasses que levaram a este estado de coisas: ocupação israelita do país palestiniano; ocupação americana de inúmeros países muçulmanos – Arábia Saudita, Iraque, Afeganistão. (Vislumbra-se agora uma esperança, mais uma, de se trilhar finalmente a via que pode levar, a médio prazo, ao fim do conflito no Próximo Orinte, pela descolonização da faixa de Gaza)
No entanto, a maior parte dos meus posts nem fala da guerra. Há mais mundo para lá do Iraque.
Apesar dos possíveis perigos, o mundo da expressão e consequente interacção na Internet é inestimável.

Comments:
Pois é, com este fascínio e este entusiasmo lá vamos todos os poucos trazendo o Big Brother para dentro das nossas próprias casas. Mas mesmo assim vale a pena. Parabéns pelo aniversário do blog e por insistires com essa espinha sempre direita. Um abraço.
 
Pois muitos parabéns...
Dois anos nisto é uma eternidade.
Tchim... tchim... e um grande abraço.
Continua.
 
Associo-me à festa e que continues a luta pela paz.
 
Parabéns!
É inadmissível que no dealbar do terceiro milénio ainda impere a barbárie.
É necessário que surjam muitas vozes a clamar por justiça.
É pela política do medo que os facínoras tentam dominar as massas. Contudo, a morte é certa, pelo que devemos lutar por uma Vida mais Humana.
Força!
 
Parabéns!
 
Os meus sinceros paraposts..., não, neste momento especial vou "ignorar as assimetrias". Vou ser simétrico no meu sentir:
Completamente, sem a menor tibieza, sintonizado com o "Balanço" dos 2 anos de idade.
Os meus sinceros parabéns, a minha admiração pelo conteúdo, substância e mensagem do Universos Assimétricos.
A minha alegria por "me ter vindo parar às mãos" o seu blog.
O meu conforto por me sentir acompanhado na revolta que também senti aquando da estúpida invasão do Iraque.
Revolta que se mantém ainda hoje com a mesma intensidade e, por isso, me impele, de quando em vez, a deixar linhas ou entrelinhas mesmo em posts "não dedicados".
Vamos em frente, continuemos...
Um grande abraço
a. castro
 
Dois anos é bastante tempo, e mantê-los activos é notavel!
Parabéns.
A vantagem dos blogs é que se estendem, como uma web, um pouquinho aqui, um pouquinho ali, e com isto vai-se fazendo intervenção.
Não é A forma de intervenção mas UMA forma de intervenção.
E intervir é preciso!
Continua!!
 
Muito obrigado a todos pelas vossas palavras ao que passou e o vosso incentivo ao que virá. Em última análise, e não querendo ser autista, vocês são a parte maior da razão do blog. Abraços!
 
Parabéns!!! Dois anos na blogosfera é obra!
Continua e que daqui a dois anos cá estejamos...
beijo
 
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