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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

31.12.05

Bom ano! 

Um pouco incomodado com as comemorações habituais nesta época, porque não se referem a nenhum acontecimento importante para o Mundo (nem sequer correspondem a um solstício), condescendo, ainda assim, a entrar na onda de votos para o novo ano, mas escolho a formulação utilizada por este fotoblog:

«Um bom ano de 2006 se for Cristão;
Um bom ano de 2062 se for Indú;
Um bom ano de 5766 se for Hebreu;
Um bom ano de 2132 se for Budista;
Um bom ano de 1427 se for Islâmico.»

E eu acrescento: Um bom ano civil - porque é disso que se trata – e que seja mais estimulante que o precedente.

posted by perplexo  # 02:58
Comments:
Bom Ano de 2006 aqui para nós...para a semana lá nos encontramos na Faculdade!! Ehehehehe Beijinhos. Não vais ao jantar de dia 28 em Lisboa?
 
Amigão;
Que 2006 ( eu sou Cristão, eh,eh,eh!) seja "o tal" ano de venturas e desejos realizados que estavas à espera.
Aquele @bração do
Zecatelhado
 
E que os deuses te reservem o dobro do que nos desejas!
 
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16.12.05

Fruta da época 

Agora aparecem todas as frutas, ou quase, em quase todas as épocas do ano, mas a fruta mais saborosa é a da época própria, longamente testada pela Natureza. Bem podemos passar por uma banca com marmelos em Setembro ou Outubro, até podem estar amarelos, mas em Novembro, o cheirinho bom de marmelos maduros, que exala da banca, dir-nos-á que estamos na época deles. Então sim, podemos perder as reticências e levá-los à confiança, para fazer marmelos assados no forno ou marmelada.
Novembro é também a época desse fruto tão bom e que tantas reservas suscita – o diospiro. Não sei de onde lhe vem a má imagem, se do encortiçado que deixa na boca, quando não está bem maduro, se do aspecto de cunnilingus desvairado que deixa no rosto lambuzado de quem cede à tentação de mergulhar a boca na sua polpa gomosa e deliquescente. Os mais contidos degustam-no com toda a elegância – com garfo e colherzinha – mas esses não imaginam o gostoso que é colher um diospiro grande e bem maduro da árvore e sorvê-lo sofregamente mesmo ali, no meio do campo.

Bom Natal!

Comments:
Suponho que essa melhoria qualitativa da ligação à web tenha sido uma prenda, fruto do espírito da época.
 
Marmelos, adoro, em Setembro ou Novembro mesmo retardados em Dezembro. Mas diospiros nem vê-los, enjoam-me. São gostos e desgostos.
Um Feliz Natal e a concretização de todos os sonhos em 2006, são os meus votos.
Um abraço. Augusto
 
E o tempo das romãs? Também é por agora? Feliz Natal. Beijos.
 
Vamos voltar a contar com a tua presença no jantar? Fundamental.
Um Bom Ano Novo
Um abraço. Augusto
 
Os marmelos comem-se crus!
 
Romãs sim. Diospiros :-(( não.
Boas entradas em 2006. Vemo-nos no jantar?
Beijos
 
No meio de tantas frutas deliciosas, venho deixar os meus melhores votos de um 2006 cheio de esperança,paz e amor.
Que os sonhos se concretizem na maior felicidade.
O meu abraço com carinho :)
 
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
 
Obrigado a todos e retribuo com votos de um 2006 mais estimulante que o anterior.
Encontrar-nos-emos, provavelmente, no próximo jantar. Abraços.
 
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14.12.05

Está na cara 

De Nixon a Clinton, de George Bush a George W. Bush, de Kissinger a Rumsfeld, de Colin Powell a Condoleeza Rice, os americanos mentem com quantos dentes têm na boca. E Condoleeza tem muitos!

13.12.05

Notícias da frente 

Faz hoje 2 anos que Saddam Hussein foi capturado. Osama bin Laden e George W. Bush continuam a monte.

11.12.05

Read my lips 

Condoleeza Rice afiançou que os Estados Unidos não utilizam a tortura, o que deixou os ingénuos dirigentes europeus muito mais descansados…

Comments:
POis, como não sou dirigente e estou em crer que também não sou ingénuo, não me encaixo no grupo dos que ficaram descansados!
 
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9.12.05

Optimismo 

Fez ontem 25 anos que John Lennon foi assassinado. É boa efeméride para me lembrar e declarar que a música dos Beatles – toda ela – me deu mais alegria, entusiasmo, gosto de viver e optimismo pelo futuro que a maioria dos outros aspectos da minha vida de per si. Por isso tenho uma enorme dívida para com esses grandes criadores e executantes porque recebi muito, muito, e dei quase nada.
Também tenho enormes dívidas, mais racionalizadas que sentidas, para com grandes vultos do passado – Darwin, Freud, Marx, Poe, Maupassant, Vivaldi, Millet, Bernini – e em relação a muitos outros de que nem suspeito, mas aqueles eram contemporâneos, eram mais futuro que passado. Herdei uma civilização já construída, mas em construção. Não sei se, pela minha parte, pus alguns tijolos positivos – algum quark Felicidade – ou não, mas os Beatles plantaram largos «campos de morangos» para toda uma geração. Obrigado!

Comments:
Por vezes, é tão importante construir a felicidade como afirmar que ela existe! E ela não é o alcançar o desejado mas antes encontrar satisfação com o que existe, sem deixar de buscar o que se quer!
 
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8.12.05

Aqui (ainda) moram bárbaros 

A corrente do pensamento não pára. Está constantemente a fazer associações, mesmo quando a atenção está a ser solicitada permanentemente pelos acontecimentos externos ao sujeito.
Ontem, numa palestra sobre património, foi dito que Almeida Garrett escreveu que o estado de degradação da Torre de Belém de então era uma espécie de letreiro que à entrada de Lisboa avisava os visitantes estrangeiros: «Aqui moram bárbaros». Não sei porque fiz a associação, mas o meu pensamento foi para o episódio de censura dum secretário de estado da cultura a um livro de Saramago, há, para aí, 15 anos. E, mais que por uma raiva, fui invadido por uma tristeza de fado, de me sentir vítima e culpado desta condição de, mais que português, de homem que, qual personagem de tragicomédia, continua frequentemente a dar o poder a quem tem mundividências tão obsoletas como ridículo fica num anacrónico chapéu de tirolês.

Comments:
O problema cá por estas bandas é que não mudamos. No nosso fado de espera por um qualquer nevoeiro sebastianista, limitamo-nos a mudar as roupagens, da tecnologia à governação, da cultura à justiça. Os godos vieram para ficar e, quando há umas centenas de anos as fronteiras foram traçadas, foram-no no terreno e nas mentes!
 
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7.12.05

Fraude espertalhaça 

Uma das maneiras de cálculo que a Segurança Social aceitava para cálculo do valor da reforma incidia sobre os vencimentos do empregado dos melhores 10 anos dos últimos 15. Ontem disseram-me que há ou havia empresas que, em conluio com os empregados, faziam descontos para a Segurança Social sobre o ordenado mínimo e só nos previsíveis últimos 10 anos antes da reforma do empregado é que faziam os descontos máximos. Isto permitia que esses empregados tivessem valores normais de reforma (ou, quem sabe, superiores ao devido), sem a empresa pagar o devido, nem a Segurança Social receber o devido.
É também por situações destas que a Segurança Social está como está.

5.12.05

Passo positivo 

Soube hoje que o Metro vai deixar de fazer caducar os bilhetes magnéticos pré-comprados de 10 viagens, 90 dias após a compra, como fazia até agora. Quando houver mudanças de tarifário, poderão ser trocados pelos de nova tarifa. Isto representa uma melhoria da atitude do Metro face aos seus utentes e vai ao encontro do que aqui escrevi em 7 de Outubro. Não sei se essas minhas palavras tiveram a menor influência na actual decisão, mas fico muito contente na mesma. Agora, por mim, já só falta desligar o som ao sistema interno de televisão, sobretudo aos anúncios que tantas vezes incomodam os utentes com os seus abusivos altos berros.

P.S. (10/12): Como a alteração foi anunciada pelo Provedor, isso deve significar que é devida a queixas dos utentes e não a autocrítica do Metro. Que alguns Provedores funcionem também é de louvar!

Comments:
Nunca se sabe quando um comentário nosso tem eco.
Um abraço. Augusto
 
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3.12.05

Nome de família 

Era uma vez um japonês, de gestos tão bruscos como se vê nos filmes, que se chamava Yátá ! A sua esposa, não tão dócil como as gueixas dos filmes, chamava-se Komo Yátá !

Comments:
Boa! Beijinhos, bom fim de semana
 
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1.12.05

O terror no comando 

As conclusões que se tiram do post anterior são aterradoras, pelo que revelam do que é hoje o poder do país mais poderoso do mundo: um poder anti-ético, imoral, que parte para o assassínio de milhares de pessoas inocentes com todo o cinismo, torpedeando a boa-fé dos homens e os valores da civilização.
Hoje, o poder e as acções dos Estados Unidos aterrorizam mais que a Al Qaeda. Pergunte-se aos habitantes de dezenas de países pelo mundo fora – Venezuela, Cuba, Angola, Bolívia, Argentina, Sérvia, etc., etc. – de que têm mais medo: de serem vítimas de uma acção da Al Qaeda ou de serem vítimas de uma acção dos Estados Unidos?
Estou convencido que as respostas mostrarão claramente que quem hoje mais aterroriza os homens é a mesma entidade de sempre – fala inglês e exterminou os autóctones do território a que chama pátria.

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