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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

27.12.07

Mitos, mitos, mitos 


A pressão comercial criou o mito do Pai Natal.
Antes, havia o mito cristão: Uma virgem engravidou de uma entidade extraterrestre ou sobrenatural. A esse filho foram atribuídos feitos sobrenaturais: milagres. A história dos Romanos (uma espécie de americanos da altura) não deu por ele, o que não impediu que a lenda crescesse exponencialmente nos séculos seguintes. Nos últimos tempos, porém, tornava-se difícil transformar em paradigma do consumo o nascimento no ambiente sórdido de um estábulo, de uma figura que acabou em situação não menos deplorável.
Um velho, meio avô excêntrico, meio palhaço, que voa de trenó, vive no Pólo Norte e dá objectos de consumo a todas as crianças, foi o mito que veio preencher a necessidade duma figura glamorosa ultra rica, que gasta a rodos. É claro que não é uma entidade sobrenatural que esvazia a carteira…

Muito gostam os inventores de mitos de pôr figuras antropomórficas a voar! Como na imaginária pré-contemporânea, em que figuras aladas de todos os tamanhos voavam em revoadas compactas em todas as direcções e tornavam incontrolável o espaço aéreo, também o Pai Natal foi criado como voador. Nada disto é bom para a, já de si, difícil decifração do mundo real, por parte da criança, que assim recebe um acréscimo de dificuldade, uma mentira, de quem mais confia.

Hugo Simberg, O anjo ferido, 1903.


posted by perplexo  # 18:37
Comments:
Agora imagina o que passa pela cabeças dessas mesmas criancinhas quando se deparam com um tipo de barbas e cabelos bastos e brancos, barrigudo e de saco ao ombro!
As cores dos trajes e das botas não coincidem com a lenda, mas que provocam dúvidas, conflitos e perguntas embaraçosas para os pais e para mim mesmo, isso provocam!
 
صحيح ، حج مبرور و سعي مشكور و ذنب مغفور و تجارة لن تبور بإذن الله ..
 
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21.12.07

Feliz solstício! 


Esta é a maior noite do ano. É nela que este ano se situa o solstício do Inverno, lá para as 6 da manhã. Se queres celebrar adequadamente este acontecimento cósmico, simbólico pela viragem no tamanho dos dias e belo no seu carácter cíclico, agasalha-te, aquece-te à volta duma fogueira e aconchega-te no calor da comunidade dos amigos.

Comments:
Ou, ainda de outra forma:
http://www.photoblog.net/photoblog.php?nickname=relogioparado&action=view&id=1893343
 
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17.12.07

Best of... Dezembro de 2006 


Os degenerados

A morte de Pinochet por causas naturais faz lembrar Franco e leva a pensar que tipo de pessoas são estas e que bizarras forças as movem para atacarem pelas armas os seus próprios concidadãos, só porque apoiam o regime por todos escolhido em eleições. Parece um contra-senso e imagina-se que os seus executantes são seres degenerados para quem as regras de convivência democrática são uma afronta insuportável.

Outro tanto têm feito todos os Presidentes norte-americanos, mas desta vez em relação a outros povos. Estão sempre dispostos a derrubar pelas armas qualquer sistema democrático, qualquer regime escolhido pelo voto popular, se esse regime não lhes escancarar as portas para o saque económico.

Poderemos considerá-los da mesma família humana que nós?

Comments:
Infelizmente são tão humanos como nós...
Feliz Natal!
Abraços
 
Isso é o que diz o Henrique, para mim andam disfarçados de humanos.
Um grande abraço com os votos de um Feliz Natal para todos vós.
Augusto
 
Gente é gente
E um gato é um bicho.
Não dá para carregar às nossas costas todos os malfeitores do Mundo por muito que nos indignemos, de resto...só considero meus semelhantes
"gente como a gente"
Bem vindo a 2008
Beijos
 
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13.12.07

Os malefícios da comunicação social controlada 


Faz hoje 4 anos que os invasores do Iraque capturaram o seu presidente, achincalhando-o duma forma ignóbil que os retrata, a ele que nenhumas relações tinha com a al-Qaeda, como a CIA veio a admitir. Enforcaram-no há um ano, mas o causador de centenas de milhares de mortes inocentes continua no poder da nação mais criminosa do planeta sem haver tentativas para o capturar. Isto é inexplicável aos olhos dos que acreditam em alguma regulação do mundo pela justiça.

Há dias contaram-me uma conversa com umas americanas que se lamentavam que os europeus não compreendiam que a América tinha que defender a sua liberdade, ao que os interlocutores – europeus pela certa – só perguntaram onde é que acabavam as fronteiras da América.

Os americanos estão intoxicados pela propaganda da comunicação social controlada (o controlo existe, subtil e auto-censório como gosta o capital) e pouco há a esperar deles para acabarem com as agressões aos outros povos. Em tempo útil. Porque nestes 3 ou 4 anos que já desperdiçaram (Bush admitiu há exactamente 3 anos que mentiu sobre as armas de destruição maciça), nestes 3 anos, dizia eu, já morreu muita muita gente inocente. E teria bastado caçar o criminoso-mor e mais meia-dúzia de sequazes, que têm mantido esta guerra sem razão humana, para alterar o rumo da abjecção.
Poderão alguma vez os Iraquianos perdoar aos Americanos?

Comments:
A questão, em boa verdade, não se põe apenas sobre os Iraquianos.
Deveria ser alargada a toda, ou quase, comunidade internacional porque, ou bem que aceitaram a invasão ou bem que nada fizeram.
De uma forma ou de outra, somos todos invasores ou invadidos, pelas armas ou pelas ideias, e sempre pelo mesmo país.
 
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9.12.07

Detrás do sol-posto há gente 



No Padrão dos Descobrimentos, até 31 de Dezembro, vejam a exposição de fotografias de Pedro Mota, viajante superlativo, que nos últimos 20 anos fez 35 viagens por 80 países, a locais remotos do nosso planeta, em estadas prolongadas, fotografando, recolhendo contos e lendas tradicionais e comungando com as populações locais as mais variadas vivências, acumulando assim um conjunto impressionante de histórias, que partilha num livro entretanto lançado. Petisquem um pouco do que ele descreve:

«Enquanto viajamos, nem sempre tudo são rosas. Muitas vezes, de forma a respeitarmos a cultura que generosamente nos acolhe, somos confrontados com hábitos exóticos e tradições que podem ser chocantes. O mesmo se passa a nível alimentar; aqui ficam alguns exemplos de situações em que foi o coração a ter de fazer de tripas:

• Gafanhotos secos servidos com mel – Sul do Sudão;
• Vermes mopani: pequenas lagartas li­geiramente assadas – Botsuana;
• Larvas brancas que comem madeira e vivem alojadas entre o tronco e a casca de certas árvores – Indonésia;
• Carne de morsa sazonada e levemente apodrecida, apresentando já alguns ver­mes – povo inuíte – Nunavut;
• Escaravelhos nas brasas – golfo de Bengala, Índia;
• Caxiri: vinho de mandioca (macaxeira) fermentada com a saliva das mulheres da tribo macúxi, que mastigam o tu­bérculo durante algum tempo e depois cospem a massa ensalivada para um re­cipiente, onde fica alguns dias a fermen­tar – Amazónia;
• Piranhas fritas do Amazonas – Ama­zónia;
• Raízes ácidas misturadas com certo tipo de folhas mastigadas pelas mulhe­res bosquímanas, de modo a neutralizar o seu carácter ácido – Bosquímanos do Kalahari;
• Sangue de vaca misturado com leite e levemente fermentado, ainda com laivos sanguinolentos – bebida tradicional maasai – Serengeti, Tanzânia;
• Leite de égua fermentado e levemente alcoólico – Mongólia;
• Espetadas de rato – Moçambique;
• Terra vermelha de termiteiras – África do Sul;
• Serpentes venenosas assadas – Viet-­name.

Quando começo a sonhar insistentemente com a gastronomia portuguesa está na hora de regressar.»


O que mostra e descreve, com o carinho de quem gosta de pessoas, é impressionante, e faz lembrar os épicos exploradores que já pensávamos extintos.

Comments:
Já pensaste nojo que é para eles a carne porco e as sardinhas assadas? Cada qual com as suas manias gastronómicas.
Um abraço. Augusto
 
Tmbém gostei muito da exposição. Não comprei o livro .. ainda ... ms acho q deve ser bastante interessante pois complementa a parte fotográfica, enriquecendo-a.
Um abraço
 
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7.12.07

Twilight CMVM zone 


Há muita coisa que eu não percebo na Bolsa. Mas esta, não terei sido só eu a não perceber.

A Inapa está a fazer um aumento de capital, segundo o seguinte esquema: cada acção detida pelo accionista corresponde a 1 direito (que pode ser transaccionado) e este será trocado por 4,5 acções a 1,00 € cada.

As acções andavam pelos 1,75 € antes do início do processo. O esperável era que a cotação, no início da negociação dos direitos, caísse para os 1,14 €. (1,75 + 4,50) / 5,5 = 1,14. E assim os direitos valeriam 0,61 € cada. Mas caiu para os 1,07 €, o que é estranho. Logo aqui se pode desconfiar de pressão dos grandes grupos em baixar a cotação das acções (vendendo) para obrigar o preço dos direitos a baixar. E comprá-los ao desbarato. Caíram para os 0,30 €, claro.
«Tudo bem»! São as regras do «jogo».

O mais estranho vem a seguir. O valor das acções manteve-se por ali mas o preço dos direitos foi caindo, caindo e fechou o período de negociação a 0,01 €!!! E as acções fecharam a subir para os 1,13 €. Isto não é normal e requer uma explicação. Ainda que esotérica.
A descida do valor dos direitos poder-se-ia explicar pela falta de interesse em subscrever mais acções do aumento de capital. Mas, nesse caso, o valor das acções deveria ter caído em consonância. Em vez disso subiu. Como é que se pode explicar que alguém tenha comprado acções (o volume do dia foi de mais de 1.800.000), a 1,13 €, quando podia tê-las a 1,00 €?? (0,01+4,50) / 4,5=1,00.

Alguém que me explique, embora eu não tenha esperança que alguém tenha uma explicação!

3.12.07

Pacheco desassombrado 


Pacheco Pereira queixava-se há dias que o seu blog estava a ser boicotado de várias maneiras pouco éticas. Uma delas era ser frequentemente citado por outros blogs e essas citações não conterem o link para o artigo citado. E que se não fossem todos esses boicotes certamente não vacilaria entre os primeiros nos rankings dos contadores de visitas mais conhecidos.

Eu fiquei muito desapontado com esta queixa, legítima, mas que se torna mesquinha quando se convoca o objectivo dos rankings. Nunca pensei que Pacheco Pereira andasse atrás da notoriedade guinessesca, como qualquer alarve das revistas de escândalos. Daniel Oliveira pegou mesmo nessa fragilidade e gozou cinicamente pedindo um dia de linkagem do blog de Pacheco Pereira, como há os dias de outras minorias desfavorecidas.

Não entro muito em ondas, quanto mais quando são a brincar, mas hoje, que passei pelo Abrupto e li uma coisa interessante, vou transcrever excertos dela e linká-la:

«A arrogância e o desprezo pelas greves está muito para além da discordância com os seus objectivos, é uma manifestação antidemocrática e mais uma, entre muitas, manifestações do tardo-salazarismo inscrito no nosso espaço público e que abomina o conflito como se fosse um mal, e que deseja um mundo sem ondas e sem confrontos, onde os negócios prosperem sem complicações, em que uma mediocridade remediada seja a regra para todos e onde a ausência de escrutínio e vigilância democrática decorrem do peso abafador dos consensos.»

«… apoucar os grevistas de hoje é ser parte da pasmaceira colaboracionista em que nos atolamos.»


Muito bem Pacheco!

Comments:
É o que possivelmente me vai levar a abandonar a blogesfera. Se não visitas, ninguem te visita. Não quro entrar nesta mediocridade, bem à portuguesa.
Quanto ao Pacheco Pereira, é bem capaz de se ter filiado no PC. O verdadeiro Pacheco Pereira, é mais reaccionário possível e subserviente americano.
Um abraço. Augusto
 
Referi o Joseph Paschek Derrida num dos meus escritos recentes... Nem sempre diz asneiras, lá isso é verdade.
 
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Perdidos no Hiper-Espaço:

Em quarentena (Vírus linka-deslinka):

Desembarcados num Mundo Hospitaleiro:

Pára-arranca:

Sinais de Rádio do Espaço Cósmico:

Tele-transportes:

Exposição Temporária:


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