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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

30.7.10

Liberdade de expressão na América – 2 


Depois da jornalista Helen Thomas ter tido de se retractar, e abandonar funções, por ter manifestado a opinião de que os judeus deviam sair da Palestina, é a vez de Oliver Stone ter que pedir desculpa aos judeus pelas seguintes declarações:

«Por causa do domínio judaico dos meios de comunicação. Eles ficam em cima de cada comentário, constituem o mais poderoso lobby em Washington. Israel tem f****** a política externa dos Estados Unidos durante anos».

Desdiz-se ele, agora, assim: «Os judeus, obviamente, não controlam os media ou qualquer outra indústria. Na verdade, os responsáveis por manter o tema do Holocausto actual são os grupos de pessoas que trabalharam duro para manter a memória sobre aquelas atrocidades, e que eram realmente atrocidades».

E é se quer não ter os seus próximos filmes boicotados – digo eu.

Faz-me lembrar, irresistivelmente, Galileu: «E pur si muove…» (No entanto, move-se)

posted by perplexo  # 12:18

29.7.10

Aldeias de brincar 



Que as autoestradas desvelaram.

(Foto: perto de Penacova)


26.7.10

“A ouvir os ruídos do mundo” 



“e a entendê-los à nossa maneira”


(Foto: Arganil)


23.7.10

Best of... Julho de 2009 


Quem determina as decisões económicas?

Pouco depois das eleições – quando queria ter feito este post – o Governo veio dizer que não põe um euro no BPP.
Acho muito bem. O nosso dinheiro não deve ser atirado para sorvedouros privados. Como nunca devia ter sido atirado para o sorvedouro do BPN. O Estado já lá meteu 2500 milhões de euros – quantia difícil de imaginar. A serem gastos, que o sejam em investimentos públicos pertinentes.

A discrepância de atitude em relação a estes dois sorvedouros faz suspeitar que houve interesses não declarados em salvar o BPN. Faz suspeitar que se cedeu a pressões de forças poderosas que estavam a ver o seu dinheirinho a volatilizar-se.
Há um mês, eu tinha querido acabar o post assim: agora há que esperar que a comunicação social faça o seu trabalho de investigação e nos desvende quais são essas forças.

Na altura, suspeitei da Igreja. Não andei longe. Hoje soube que o terceiro maior depositante da SLN – holding do BPN – é uma irmandade de freiras de Fátima...

20.7.10

Vandalismo institucional 




Há um ano, a Gulbenkian acolhia uma exposição de 74 obras de Fantin-Latour (1836–1904), algumas do acervo das instituição, a maior parte emprestadas por outros museus e galerias.
Reparei nesta cópia das “Bodas de Caná” de Veronese, obra gigantesca exposta no Louvre. E reparei pelos maus motivos. Avaliei num flash o trabalho incomensurável de Veronese a compor e executar essa obra; avaliei o exercício difícil, mas conseguido, de Fantin-Latour fazer uma cópia dela, ao longo de muitas horas; avaliei o valor de mercado e as peripécias já passadas pela pintura. Tudo (mal) avaliado – esforço, empenho, investimento – cresceu-me, inevitavelmente, alguma indignação por, após todo o enorme e trabalhoso esforço de alguém a pôr conhecimentos e suor para mostrar algo belo aos seus semelhantes, ter surgido no caminho desta obra um miserável calaceiro que nunca ouviu falar em Bodas de Caná, nem se deu ao trabalho de pesquisar e até nem copiou correctamente o curto nome do artista. Temos, assim, duas obras irmanadas: a de Fantin-Latour e a dum parasita analfabeto. Quando muito, um brincalhão a sugerir um alto grau alcoólico do vinho surgido nas ânforas.
E outras coisas arrepiam: o Museo Nacional de San Carlos da Cidade do México, de onde a obra veio, não tem vergonha de emprestar uma obra assim identificada? Parece que não. Pode-se até suspeitar que foi o seu director que rabiscou num papel os dados para a feitura da legenda. Pode-se até suspeitar, à semelhança do que acontece nas grandes empresas, que tais responsabilidades terão sido jogadas na renegociação do contrato.
Como saber?

17.7.10

Mundos desaparecidos 




Fiquei muito agradado com a visita de Sta. Clara-a-Velha, em Coimbra. É um convento de Clarissas (ordem feminina inspirada nos Franciscanos) fundado no séc. XIII. Candidamente, foi construído nas margens do Mondego, cujo solo de aluvião, ao longo dos séculos, se foi afundando, determinando o seu alagamento recorrente. No início do sec. XVII, “resolveu-se” o problema, construindo um piso intermédio, no qual passaram a funcionar as actividades religiosas, abandonando-se o piso alagadiço inferior. No fim desse século, conseguiram que lhes construíssem outro convento, uns metros mais acima – Sta. Clara-a-Nova (em cima, na imagem) – e as freiras puderam largar este poço de humidade.



De há 20 anos para cá que o monumento anda a ser recuperado. Apesar de uns quantos percalços provocados pelo Mondego, “desalagou-se” o piso inferior e descobriu-se o claustro, totalmente soterrado e de existência incerta. Recuperaram-se inúmeros objectos relacionados com o funcionamento do convento. Uma mostra desses objectos – de que destaco anéis com saliências interiores para castigar a carne – está exposta num pavilhão moderno, anexo, assim como muitos quadros informativos sobre a vida do convento, de que destaco o quadro da hierarquia, mostrando as inúmeras tarefas do governo interno: abadessa; vigária; mestra; vigária do coro; sacristã; escrivã; enfermeira; provisora; roupeira; refeitoreira; depositária; porteira; rodeira; gradeiras.
O quadro ao lado também é de leitura obrigatória. Quem não se espanta com algumas das informações nele contidas?

Todo o interior é visitável, recorrendo-se a passadiços e pisos em madeira. Sente-se algum reconhecimento pelo esforço de recuperar e mostrar o espaço, até aqui “perdido”, e dar a conhecer o “mundo” que aqui existiu, pelo que se dá por bem empregue a taxa de entrada.


15.7.10

Doido à solta? 


Joe Berardo criou na zona do Bombarral um “Buddha-eden” – Jardim da Paz –, onde instalou centenas de estátuas de guerreiros chineses em terracota e centenas de outras estátuas da mitologia oriental, em mármore e granito, algumas de muito grandes dimensões. As estátuas estão distribuídas ao longo de inúmeros trilhos, por entre sobreiros, com vinhedos e olivais em fundo. A ligação da temática oriental com a flora mediterrânica é inesperada e dificilmente digerível.

Quem visita esta “Quinta dos Loridos” pela primeira vez, pensa: "o homem é maluco". É que ele deve ter ali investido uma adega de “pipas de massa”.
Maluco não deve ser. É, reconhecidamente, um empresário com faro para o negócio. Ali, não cobrando entradas, sempre vai vendendo vinhos da sua lavra e outras recordações da visita. Parece-me pouco, apesar das camionetas de visitantes, mas nem todos os investimentos são de recuperação imediata.

A visita vale a pena. É uma viagem a um espaço surrealista. A uns 60 Km. de Lisboa.


14.7.10

O estado terrorista de Israel 


acaba de criticar Portugal por ter recebido o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão.
É preciso muita lata. Estão habituados a fazer queixinhas ao estado todo-poderoso, mas criminoso, americano para desviar as atenções do genocídio que praticam em Gaza.
Por este andar, se não levarem uma resposta exemplar, qualquer dia começam a instalar colonatos no Alentejo.

13.7.10

É grande, a crise 


Há pouco, estive a ouvir o Predente da Repúbca, Caco Silva, a discursar sobre competividade (sic) e empreendorismo (sic).
Nada melhor do que exemplos práticos para se perceber a virulência da crise, que já come partes das palavras.

11.7.10

Para a Hiperbória e mais além 




Há um ano, no forte de S. Gonçalo em Lagos, estava visitável uma exposição muito interessante. Era um conjunto de esculturas “mobiles”, como estas que aqui se mostram, representando um universo fantástico em que o “épico” do esforço humano está sempre presente.





Como “mobiles”, são accionadas pelo vento, através das hélices, que transmitem o movimento aos homens envolvidos, criando a ilusão de serem eles, através do esforço muscular, a fazer girar as hélices e a fazer voar os conjuntos. Deslumbrante!


Infelizmente, não registei o nome do artista. Aceito reprimendas.



Comments:
e nem me disseste que estavas em Lagos
o escultor era o José Maria e faleceu este ano
podes ver aqui http://lagospt.blogspot.com/2010/08/no-silencio.html
 
e o forte é Pau da Bandeira
 
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10.7.10

Compreensómetro Verde? 


Um pouco por todo o país, encontram-se destes topázios da lógica. Uma cabeça que mandou os neurónios de férias para uma região distante, achou por bem abreviar a palavra “Castro” (não, não deve ser compreensómetro, o que seria compreensível), para “C. tro”, sem qualquer necessidade. Tinha muito espaço para escrever o nome completo da localidade. Mesmo que quisesse não ocupar o espaço por cima de Almodôvar – outra direcção – podia usar a letra pequena em Castro, em vez de substituir 2 (duas) letras por um ponto.

Este não é o caso mais estúpido. Há outros, de locais menos conhecidos, que simplesmente se tornam inidentificáveis. Na serra algarvia há vários.

Assim, não. Há uma grande incompetência no fabrico destas placas. Alguém as faz, mas calculo que quem aceita receber como bom um trabalho assim mal feito é que se está a borrifar. Mesmo para fabricar placas de identificação rodoviárias não é aceitável que se mantenham os neurónios desligados.

9.7.10

Lenda criada agora mesmo 




"Que la chupen; que la sigan chupando" – terá dito o canteiro...

(Foto: em Silves)

7.7.10

Desígnio gráfico 



(Foto: praia do Camilo – Lagos)



O que faz com que a acção dos elementos sobre o património seja aceitável e a acção dos homens não?

O mesmo que faz com que uma escultura seja uma obra de arte e uma rocha moldada pelo vento não – a intencionalidade.


5.7.10

O dedo do tempo 




Às vezes, os materiais são frágeis, que até o vento os desgasta.
Este, no entanto, é um caso positivo – o castelo de Silves – que está recuperado e visitável com gosto.

3.7.10

Sado-maso 


Metáfora da situação do nosso património – manietado e brutalizado.




(Foto: "Caridade Romana"(1737) de Bernardino Ludovice, no Jardim Botânico Tropical - Lisboa)


1.7.10

Vidro verde? – no verdão 




Um pouco por todo o país, encontram-se entulhos de toda a ordem atirados na berma de estradas e caminhos, às vezes, nas margens de rios e ribeiros, às vezes, em locais paradisíacos.

Muitas vezes, “percebe-se” que é mais fácil e barato despejar escombros num sítio próximo e onde não se paga; noutras vezes, é totalmente incompreensível, quando se trata de lixo facilmente descartável num qualquer caixote de lixo público, que existem em todas as localidades.

Fica-se com a impressão de que certas mentes cultivam uma atitude de terrorismo cívico, que se vinga, sabe-se lá de que afrontas, ou tão só para chatear “os outros”.

(Foto: perto de Lorvão)

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