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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

30.11.04

Best of... Novembro de 2003 

Bush prevails
No longínquo planeta Breaker 4, comemoram-se este ano os 500 anos do uso doméstico da electricidade. Se alguém fizer um inquérito de espaço público perguntando quem foi Bush, poucos saberão responder e estes referirão que foi o que destruiu o Museu de Bagdad.
Na verdade, foi ele que criou as condições para o saque e a destruição de milhares de peças de arte preciosas, únicas, insubstituíveis da História Humana. Também o Califa Omar, só ficou conhecido dos não historiadores por ter mandado incendiar a Biblioteca de Alexandria, no séc. VII.
Os historiadores dizem que Bush esperava ficar conhecido na História por ter tentado acabar com o terrorismo, mas a História não se deixa enganar e hoje, quando em concursos de grande audiência se pergunta: «Quem destruiu o Museu de Bagdad, no século XXI?», é Bush que prevalece.

posted by perplexo  # 23:45

29.11.04

Citações 

«As mamas compõem muito uma mulher!»

27.11.04

Espelhos curvos 

Há muitas maneiras de transmitir uma ideia pela escrita. Há uns que querem fornecer todos os pormenores, caracterizar todas as personagens, descrever todos os ambientes, fundamentar todas as afirmações. Não deixam espaço para a imaginação do leitor. Para dizerem na sua crónica que ontem viram «um velho a chorar num restaurante» gastam 2 páginas A4. Repetem à saciedade a situação e de vez em quando acrescentam alguma novidade que tinha sido omitida até aí – o velho tinha cabelo, por exemplo. A narrativa evolui em espirais que sobem e descem e que frequentemente tocam na narrativa de espiras anteriores. A lição é bem explicada, os nomes bem batidos, as datas acentuadas para que nada escape ao aluno. Só não há período para perguntas porque a comunicação pela imprensa o complica.
Verdade seja dita que o escritor caricaturado (Lobo Antunes) é dos poucos que com as espirais e voltas e entrelaçamentos da sua narrativa me consegue dar um nó na garganta.
Outros, pelo contrário, lançam uma frase e dão-se por satisfeitos. Para eles, o texto parece ser uma maçada. Se uma fórmula matemática o pudesse substituir, seria o ideal. Não imaginam que alguém não atinja o significado da seguinte frase: «A escrita é uma arma de dois gumes: inclui a nossa visão na herança do futuro mas, pelo erodir dos momentos passados, permite confundir visão por verdade». Para estes, o que está expresso é tão óbvio que não necessita de desenvolvimentos. Ou então são exigentes com o leitor e não abdicam do empenhamento dele na reflexão, para por fim, ele ter um gozo alargado ao atingir um significado que o preenche.
Entre estes dois estilos deve situar-se o desenvolvimento de escrita que mais me agrada.

26.11.04

O 25 de Novembro – uma visão pessoal 

A instauração dum regime de esquerda nesta zona de influência americana esteve sempre condenada. Estou convencido que, se necessário, haveria aqui intervenção militar americana, encapotada com a NATO. As esquadras desta, rondaram continuamente a nossa costa durante todo o PREC, pelo menos como manobras intimidadoras.
A partir do verão de 75 e sobretudo com o governo de Pinheiro de Azevedo, vão sendo retirados postos e poder aos militares da esquerda militar forçando-os a tomar uma decisão: ou aceitar e perder poder para a facção contrária ou reagir. Com uma reacção contava a ala eanista (grupo dos 9), moderada, mas atrás da qual se alinhavam todos os conservadores militares, para poder responder «travando um golpe esquerdista», em vez de atacar e aparecer como golpista (como aparecera no 11 de Março, com as consequências de fiasco que se conhecem e que permitiram uma radicalização do processo, fazendo disparar as nacionalizações). A extrema-esquerda estava desejosa de confronto porque não via o processo revolucionário a avançar. O PC dividido entre a vontade de «não perder o comboio» e o receio de deitar tudo a perder, hesitava. Após mais uma provocação, a esquerda militar «saiu». A resposta eanista, preparadíssima, postou-se, eficiente. Durante a tarde, percebeu-se que o PC recuara. Ficou a extrema-esquerda a persistir na verdade dum jogo perdido. Os 3 mortos do Regimento de Lanceiros podiam ter sido evitados. Mas se o confronto tivesse sido mais alargado, não teriam sido só 3, mas talvez centenas ou milhares, os mortos. Eanes e as suas forças estavam decididos a virar a situação, fosse qual fosse o preço militar a pagar.
Talvez o recuo do PC tenha sido obtido a troco da aceitação do PC como partido legal, o que foi conseguido magistralmente com uma ou duas frases de Melo Antunes.
De qualquer modo, a ser verdade esta tese, a Cunhal devemos não ter havido guerra civil. Estou convencido que muitos dos que o enxovalharam não sabem o quanto lhe devem. Também se devem louvores a quem evita guerras.

25.11.04

Eleições fraudulentas 

Definição actual:
Eleições fraudulentas são todas aquelas em que o candidato pró-americano não ganha.

22.11.04

Arte Contemporânea 

Termina hoje a Feira de Arte Contemporânea na FIL. Estão lá representadas mais de 50 galerias.
Verifiquei que das centenas de obras expostas, apenas uma tinha referências à guerra. É claro que esta não é uma bienal onde os artistas podem propor os temas que os tocam – esta é uma feira virada para a transacção comercial. É claro que há mais mundo que a guerra, mais pesquisa pictórica, mais temáticas, mais inquietações. O artista habituou-nos a ser um elemento da linha da frente da detecção das inquietações humanas, todas. É claro que ninguém advoga a arte panfletária, engajada a uma facção, a uma visão do mundo. Mas o artista não pode viver alheado do mundo em que vive nem dos problemas com que este se vai defrontando, guerra obviamente incluída. Artistas como Goya, Delacroix, Picasso, não a ignoraram, antes pelo contrário. A Guernica de Picasso é hoje um dos maiores libelos contra a guerra, qualquer guerra.
Que se passa com os artistas ocidentais de hoje?

19.11.04

Falluja 

Teoria da Conspiração 

Leio na Visão que nos Estados Unidos vai ser lançado um processo judicial contra Bush por ter planeado e mandado executar o ataque às Torres Gémeas. É um processo a sério, lançado por um advogado conceituado e por incumbência de centenas de famílias de vítimas da queda das Torres.
Eu sei que esta Teoria da Conspiração já circulou pelas caixas de correio de meio-mundo; eu sei que Bush é um escroque que mentiu deliberadamente para atacar o Iraque, mesmo significando isso a morte de milhares de pessoas; mesmo assim, custa-me a acreditar em tal bestialidade contra os próprios concidadãos. As semelhanças com Hitler não podem ir tão longe!!?

18.11.04

Não há invasões grátis 

17.11.04

Glórias militares 

Ao ver na televisão a execução dum combatente iraquiano moribundo e desarmado, por um soldado americano fortemente armado e apoiado, tenho a consciência aguda de que estes exércitos altamente equipados, avassaladoramente poderosos, vão triunfantemente tomando países e cidades e casas e vidas até à derrota final.

14.11.04

Impressionante! 

Neste site estão mais de 2000 fotos de americanos a pedir desculpa ao mundo por não terem conseguido evitar a reeleição de Bush. Foi de lá que foi retirada a foto do post de ontem, que apresenta duas impressionantes máscaras de desgosto, de desalento.
Algumas são um pouco exageradas como a última da página 9 e outras são um esgar de brincadeirinha, mas a maioria mostra rostos tristes, pesarosos e até de algum medo. Pedem desculpa pelos seus compatriotas, pelo seu país, justificam-se dizendo que fizeram o máximo que podiam ou que não puderam evitar, por vários motivos.
Acredito que visceralmente muitos americanos não se revejam na actual direcção e sintam necessidade de criar sintonia com os outros «amantes da liberdade» espalhados pelo mundo para superar algum sentimento de minoria e de desencanto. Para alguns, parece ser uma tarefa hercúlea aguentar mais 4 anos de Bush.
Constatações:
-Também na América existe a consciência profunda que uma eleição nos States afecta o mundo inteiro e no caso de Bush, desagrada à maioria mundial.
-Algumas fotos reflectem medo de serem atacados por Bush ter ganho.
-Estas faces de gente autêntica e não abstracta cria no anti-americano mais empedernido uma empatia com essa América que, também ela, é vítima.

12.11.04

Mais 4 anos de Bush! 

«Tarde piaste» 

Muitos dos políticos nacionais e mundiais que hoje incensam a memória de Arafat, deviam ter um pouco de vergonha na cara!

10.11.04

Ecologia 

Ouço no Prós e Contras que o Hamas e outros grupos que combatem Israel começaram por ser criações do próprio Israel para minar a unidade palestiniana. Pelos vistos, saiu-lhe o tiro pela culatra.
Tenho constatado que o mesmo tem acontecido ao longo de décadas com os Estados Unidos e os grupos que tem criado ou financiado para combater os poderes das zonas que não domina: Mujahedin no Afeganistão no tempo da ocupação soviética, bin Laden pela mesma altura, Xiitas no Iraque. Talvez não sejam dentadas na mão que os alimenta, mas a constatação que os States não os querem ajudar mas tão só utilizar.
Vejo nisto uma estreita semelhança com as intervenções desastradas que o Homem faz no ambiente: espalha pesticidas para matar uma praga – morta a praga, morrem os seus predadores naturais e logo os predadores destes, numa cadeia que por fim afecta o Homem. Ou então, introduz uma espécie estranha que destrói o equilíbrio anterior e que leva a gastos e trabalhos extremos para tentar repor o equilíbrio anterior.
No campo político, como no campo ecológico, predominam os insensatos.

9.11.04

Efeméride 

Parece que faz hoje 15 anos que foi derrubado o Muro de Berlim. Esse facto simboliza a derrota da União Soviética na chamada Guerra-fria.
Não sei se o Mundo ganhou ou perdeu com isso. O certo é que o vencedor se revela perigoso e desencadeia guerras que não se atreveria a desencadear se a União Soviética continuasse a mantê-lo em respeito.

7.11.04

América, América! - The ultimate level 

Bush tem um percurso extraordinário. Através de fraudes eleitorais na Flórida, apoderou-se do poder. Servindo-se de mentiras conscientemente elaboradas, manipulou o mundo e atacou, invadiu e ocupou pela força um país soberano. Ascendeu assim, por mérito próprio, à categoria de criminoso de guerra, quer pelos mortos inocentes resultantes dessa guerra injustificada, como pelo tratamento bestial dado aos prisioneiros. Finalmente, agitando a bandeira do medo, tornou-se presidente dos Estados Unidos.
A velha prática do Oeste de recrutar xerifes entre os pistoleiros mais rápidos no gatilho, atingiu com esta eleição de Bush um nível nunca antes alcançado – um criminoso de guerra na presidência!

6.11.04

Memórias fragmentadas 

Uma tarde:
«Alverca» – Ó meu alferes, precisava de me desenfiar para ir lá a casa dar uma sopa à minha avó que está sozinha de cama e a minha mãe está no hospital!
Alferes – Ó «Alverca», não me venha com tretas. Sabe bem que não há desenfianços para quem está de serviço. Além disso, o nosso Comandante ainda anda por aí e eu não quero levar uma porrada.

Pouco depois:
«Madragoa» – Ó meu alferes, precisava de me desenfiar porque tenho aí uma gaja para comer, boa comó milho, e se não for hoje…
Alferes – Ó homem, vá-se lá embora, não se prenda. Se for preciso, venha só amanhã de manhã! Boa sorte!

4.11.04

História oficiosa 

Neste dia, há 30 anos, o MRPP provocava um confronto com o CDS (Sede do Caldas?). Foi o primeiro confronto entre militantes de partidos pós 25 de Abril, duma longa série que por vezes provocou mortes.
No CDS tinham-se refugiado todos os que de algum modo estavam ligados ao regime anterior. Dizia-se de centro mas era, dos legais, o partido mais à direita.
O MRPP já vinha de antes do 25 de Abril, quando, que me lembre, era o único que escrevia palavras de ordem pelas paredes. Os detractores chamaram-lhe depois o Movimento Recreativo Pinta Paredes. Eram, aliás, os melhores graffitis que se podiam ver por Lisboa – grandes murais de traço realista que cantavam grandes jornadas de mobilização e luta urbana das massas. Tiveram uma linha vermelha com Saldanha Sanches – sim, o que aparece nas televisões, que foi derrotada por uma linha negra – a de Arnaldo Matos. Era uma extrema-esquerda que não se dava com a extrema-esquerda da UDP e outras menos conhecidas. Chamavam sociais-fascistas aos comunistas do PC e estes chamavam-lhes «objectivamente reaccionários», porque pareciam preferir combater os partidos de esquerda que os de direita. Foram, aliás, apoiantes acérrimos de Eanes e não da esquerda militar. Vistos de fora pareciam «rebeldes sem causa», isto é, pareciam estar sempre contra tudo. Nunca faziam alianças com nenhum outro partido. Iam, como vão, sozinhos a eleições, com candidatos próprios e até ao fim. Reivindicavam-se da classe operária, como muitos outros, e uma sua palavra de ordem manteve-se por anos pelas paredes de Lisboa: «Ninguém há-de calar a voz da classe operária». Os que achavam que era um grupelho sem expressão popular que só se representava a si próprio com grande estardalhaço, preferiam gozar: «Ninguém há-de calar a voz do MRPP, nem mesmo a classe operária».
«Belos tempos».

P.S. (15/11) - Segundo afiança o Timshel no comentário anexo, parece que troquei as cores das facções que se defrontaram dentro do MRPP, depois do 25 de Abril. Lamento.


Ganhou o clown – perdeu o clone  

Ontem, na América, elevou-se ao poder, desta vez pelos votos, um desonesto que utilizou a mentira para atacar um país soberano. Em vez de o prenderem, aclamam-no. São muito broncos! Em casa é a democracia do voto comprado a peso de muitos milhões de campanha, cá fora é a democracia no cano das espingardas. Sabendo o que ele tem feito e como o tem feito, esta escolha do arrasa-países corresponde a uma declaração de guerra de metade da América aos outros países.
É certo que a alternativa era um clone, mas, não o esqueçamos, um clone que prometia atacar o «terrorismo» com mais tropas que Bush. Se calhar, alguns votaram Bush, por discordarem duma escalada militar.
Kerry, perdeu sem glória. Não lhe valeu de nada seguir as pisadas de Bush, no apoio a Sharon, na continuação da guerra. Mais respeito teria merecido, mesmo perdendo, se defendesse uma ou duas ideias decentes para a política externa, além da de procurar o apoio dos aliados.

3.11.04

Silêncio 

Há tempos fiz um post com este título. E sem texto. Senti que tudo o que pudesse dizer seria demais. Porque nesse dia tinha ido a enterrar um amigo ganho na mesma ocupação. Foi-se, inesperadamente, com cerca de 40 anos.
Só depois me apercebi que tinha muito maior ligação com ele do que me apercebia. De repente tinha coisas para lhe contar, opiniões para lhe pedir, esperava encontrá-lo no local de ocupação e ele não estava. Nem iria estar. Não lhas podia contar, não lhas podia ouvir. Nunca iria saber o que pensava dos últimos acontecimentos e em que pé estavam os seus projectos. Lá estavam os mails dele, o nome dele na lista de contactos. Sem préstimo.
A morte é inexplicável e inaceitável, especialmente dos não-velhos.
Hoje, por coincidência dia de finados, apaguei os números de telefone dele do meu telemóvel. O luto cumpriu-se. Digo eu...!

2.11.04

Luto 

Estou deprimido.
Amanhã é um dia de luto para o Mundo. É o dia em que os americanos vão dar o aval a mais 4 anos de guerra no Iraque e ao impedimento da Palestina a recuperar o seu território. E isso vai ser muito mau para nós todos.
A falta de discernimento é um drama humano. Encaminhou-os docilmente para o erro.
É um dia muito triste. Sinto-me abatido.

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