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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

17.8.06

Hip, hip... 


Este blog completa hoje 3 anos de publicação relativamente regular. Leitores, amigos acompanhai-me num brinde: Vai acima!...

posted by perplexo  # 02:00
Comments:
Urra! Ora, então brindemos. Por acaso estou a acabar de beber o vinho do jantar. Janto cedo. À tua...
 
Pois seja um brinde!
Recomendas algum vinho em particular?
 
Parabéns!!!
 
Com uns dias de atraso, mas com muito contentamento te dou os Parabéns e desejo Felicidades!
 
Parabéns!! Atrasados!! A minha estadia na blogosfera só fez ainda um ano, dia 19!! Beijinhos.
 
Se ainda houver vinho, mas mesmo que o não haja, ergo-te a minha taça da amizade.
Um abraço. Augusto
 
Parabéns! três anos - é obra!
tchim, tchim à tua saude e do blog!!!
abraços
 
parabéns. :) e obrigado pela visita.
 
Cheguei tarde mas nem por isso quero deixar de dar os parabéns por estes três anos!

Que se repitam por muito e muito tempo!

PARABÉNS e um abração!
 
Obrigado, amigos! Um abraço a cada um.
E bota abaixo!
 
Acompanho no brinde, pois. Com todo o gosto. Três anos, nesta actividade, é já uma idade "adulta".
Abraço de parabéns!
 
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7.8.06

Tantas certezas… 


Há bocado ouvi o habitual comentário político de António Vitorino na televisão. Não o costumo escutar e hoje percebi porquê. O homem atira com ideias feitas à cara dos espectadores e segue em frente. O que ele faz não é um comentário matizado, meditado com o espectador, é uma palestra de comício. Em 30 segundos disse que Israel é uma democracia e que o Hezbolah é uma organização terrorista e pronto. E seguiu com outras considerações igualmente a preto e branco.

O espectador como eu não precisa da repetição de certas retóricas como a de Bush. Essas, ouvimo-las a toda a hora. Não têm credibilidade. Defendem interesses nacionais inconfessáveis. O que o espectador como eu precisa é de alguém que o ajude a realçar as nuances, a ver o aspecto escondido atrás do acto expresso.

O que o espectador como eu queria perceber é como é que são algumas democracias os agentes mais mortíferos. Como é que foi uma democracia a invadir o Iraque e a matar 100.000 pessoas. Como é que é uma democracia a atingir deliberadamente alvos civis no Líbano. Alguém que nos mostrasse que as democracias são sistemas desejáveis internamente aos Estados mas tão ou mais repressivos que as ditaduras em política externa.

O que o espectador como eu queria entender é porque é que as organizações terroristas têm tantos adeptos. Mas sem a «explicação» idiota das virgens e do paraíso. O que o espectador como eu queria perceber é porque é que têm que ser as organizações terroristas a lutar pela aplicação dum Estado Palestiniano enquanto as democráticas democracias não fazem o menor esforço nesse sentido há mais de 50 anos e calam o miserável extermínio dos palestinianos.

Se eu usasse a linguagem simplista de António Vitorino, ao olhar para o televisor, diria simplesmente: «Olha, é um gordo careca». E pronto. Era isto uma análise honesta? Não. O homem apesar do aspecto imediato tem valor. Teve cargos importantes no PS, no Parlamento Europeu, nomeadamente a nível de Segurança e chegou a falar-se nele para Presidente da República Portuguesa. A realidade é mais rica do que a retórica simplista quer fazer crer.

Para qualquer daquelas funções António Vitorino foi ou seria muito bom, mas depois de o ouvir percebe-se que para comentador político televisivo servirá talvez só para equilibrar a quota televisiva do PS em comentadores políticos.

Comments:
Em primeiro lugar as democracias são internas, no que diz respeito ao externo, são os interesses quem ditam as leis, não há votação, mas arranjos, como o que estamos a ver em relação à guerra no Líbano.
O Vitorino posse se ser muito sábio, mas tem tanto disso como de sabido, o seu jogo de palavras está mais de acordo com os seus interesses no momento. Ora chega para cá, ora chega para lá.
Não gosto dele é uma eminência parda tipo Pacheco Pereira.
Um abraço. Augusto
 
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4.8.06

Somos todos do Hezbolah 


Hoje, os nazis israelitas bombardearam uma exploração agrícola do Líbano matando 33 trabalhadores. Mais uma vez é notória a intenção de aterrorizar ao exterminar, sem margem para confusão, civis. Depois de carros familiares, camiões de brinquedos, ambulâncias, prédios de habitação, foi agora a vez de acentuar o horror ao bombardear trabalhadores agrícolas. Quanto mais evidentemente inocente é um alvo mais sobe a fasquia do terror. Para os nazis israelitas qualquer pessoa é um bom alvo. Para a retórica dos nazis israelitas somos todos do Hezbolah.

Podem até exterminar todos os guerrilheiros do Hezbolah, todos os militantes do Hammas e da OLP, todos os palestinianos e todos os libaneses que não atingem um objectivo fundamental: - ter razão.

Tão notória é a discrepância entre os alvos atingidos e uma sua hipotética ligação ao Hezbolah que parece que o objectivo a atingir é mesmo o de provocar comoção e revolta. Talvez pretendam tornar o asco insuportável o que «obrigue» a Síria e o Irão a entrar na contenda. É um pretexto desses que convinha ao tirano americano para se lançar contra a Síria e sobretudo contra o Irão. Agora que já passou a batata quente do Afeganistão para os totós da Nato e já começou a dizer que o Iraque vai para guerra civil, é altura de implementar um processo que lhe permita cair sobre o Irão. Para atingir esse objectivo o número de vítimas inocentes é irrelevante. O que só lhe confirma as características de tirania.

Comments:
ó meu amigo,como sabe os fanáticos misturam-se com os civis,e deixe-me dizer-lhe uma coisa,acredita mesmo que os israelitas mataram agricultores'
 
Acho inaceitável que se bombardeiem «fanáticos» se houver a possibilidade de os civis virem a ser atingidos. Haveria que optar por outra forma de intervenção.
Fanático é apenas um combatente adversário disposto a morrer pela sua causa, tal qual o combatente «não fanático».
 
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2.8.06

Honestidade intelectual vs preguiça mental 


Estou razoavelmente surpreendido. Os nossos jornalistas estão bem mais imparciais que há uns anos atrás. Até a Márcia, a quem habitualmente se detectam as simpatias pelas posições da propaganda americana, se tem portado muito bem. Acompanhando o exército dos nazis israelitas, o que seria uma limitação importante, consegue ser muito correcta na linguagem, falando sempre de guerrilheiros e de guerrilha islâmica, ao contrário da cartilha israelita e americana que, como o salazarismo, fala de terroristas sempre que se depara com um movimento de resistência e libertação. E o Zé lá vai mostrando a destruição causada no Líbano pelos bombardeamentos dos nazis israelitas. Vê-lo rolar pelas estradas bombardeadas e vê-lo olhar apreensivo para os céus donde pode vir a morte a qualquer momento, dá-nos uma ideia do medo que ronda aquelas paragens. Quase sempre gostei deste «miúdo».
Mas a maior saudade vai para as reportagens do Carlos Fino no Iraque. O Fino fez mais pela desdiabolização do «inimigo» do que todos os blogs de esquerda juntos. Mostrou, naqueles dias antes da invasão criminosa americana, que os «inimigos» são pessoas como nós, onde há cristãos, freiras, artesãos, pessoas normais que tentam viver uma vida digna, pessoas que, mudando alguns trajos e meia dúzia de rotinas alimentares, quase poderíamos encontrar na nossa província. Não sei se o Carlos Fino está afastado das notícias televisivas pelas boas ou pelas más razões, mas fez um jornalismo positivo e humano, muito longe da indignidade dos seus colegas americanos que até faziam de espias avançadas do exército do ditador americano.

Eu, por mim, não tendo as responsabilidades dos jornalistas profissionais, não me coíbo de diabolizar os nazis israelitas. A propaganda americana já os santificou há muito e tanto que todos temos dificuldade em reconhecer que tais anjos, afinal, não passam de assassinos, quando chega a hora da arrogância. E quando alguém chama os bois pelos nomes, aqui-del-rei que chamaram nomes feios aos israelitas. O fundamentalista cristão Mel Gibson teve hoje mesmo de se retractar.
Terei muito tempo para ser tolerante e cordato se algum dia Israel permitir a criação de um Estado palestiniano no território palestiniano.

Em casa, ficaram alguns jornalistas que não fazem o «trabalho de casa». A propósito do massacre israelita de Qana, já ouvi falar em Caná, Canã, e até já li, no Canal 1, Canaã. A sua falsa cultura (ou a pesca em águas turvas) leva-os a amalgamar a Caná galilaica do Novo Testamento, com a região de Canaã do Velho Testamento e a produzir uma fonia aleatória. Investigar uns minutos e perceber que nem a cidade galilaica nem a região palestina têm nada que ver com aquela aldeia libanesa de Qana, não é para eles.
Não há paciência!

Comments:
Estou a gostar deste teu partidarismo, sem partido. Quanto aos jornalistas, depende muito de quem lhes paga. Há os que são, os que não são, e os piores, os nãossim.
Um abraço. Augusto
 
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1.8.06

A desertificação à bomba 


Anteontem, os nazis de Israel bombardearam um edifício habitado de Qana, no Líbano, matando, só ali, cerca de 57 pessoas, das quais mais de 30 eram crianças.
A precisão que demonstram quando atingem carros e ambulâncias prova que matam com total conhecimento e domínio das armas que usam. Costumam até vangloriar-se dos crimes que praticam com a tecnologia de que dispõem mostrando em vídeo as habilidades tecnológicas onde o alvo, captado de satélites ou aviões a grande altura, é rigorosamente enquadrado e sobre o qual, incauto e indefeso, em breves segundos vai cair uma bomba num revoltante espectáculo de execuções em directo. «Sim senhor! Mais uma estrondosa vitória! Grandes heróis!».

A tecnologia que o ditador americano lhes deu mostra-lhes claramente que ali vivem dezenas de pessoas indefesas. Mesmo assim lançam bombas sobre elas. Matam implacavelmente. Matam como a raposa no galinheiro. Pelo instinto. Pelo sangue. É o brio dos assassinos. São insensíveis a que ali haja 50 ou 20 ou 10 ou 2 justos. Desde que saibam (ou digam que sabem), que ali existe um combatente pela liberdade palestiniana, é certo que todos os justos serão bombardeados.

Como me sinto ludibriado por ter vibrado com as cenas épicas do filme «Exodus», nos anos 60. O país que queriam, querem-no à custa da negação dum país para os habitantes da Palestina. A quem, além disso, já surripiaram metade do território inicialmente a eles destinado pelas Nações Unidas. E que, atirados para reservas áridas, se revoltam e vão sendo quotidianamente exterminados, como o genocida americano tão bem exemplificou com os índios.

Como me sinto ingénuo por ter rejubilado em 67, quando «o pequeno David rodeado de inimigos» atacou de surpresa todos os países em volta, destruindo a aviação em terra. E que no deserto do Sinai humilhou os soldados egípcios ficando-lhes com as botas e obrigando-os a regressar a pé pelas areias escaldantes. Não me apercebi na altura que era a semente da desertificação humana que ali estava a ser lançada. Enraizada, possuidora dum exército potentíssimo e da bomba atómica, não há maneira de um exército organizado lutar contra ela. Daí que os vizinhos fiquem quietinhos, apesar de todas as iniquidades que presenciam e que provocam ondas de refugiados nos seus países, onde se acumulam em campos de refugiados durante décadas. Daí que a resistência só possa surgir através de grupos que não estejam integrados em estados organizados. E surge, naturalmente, entre a população dos territórios palestinianos, libaneses e sírios ocupados, que tenta enxotar a praga com armas artesanais ou, simbolicamente, à pedrada.

Comments:
Excelente artigo! Nem mais...
Quanto a mim, tudo está condensado aqui:
Ler todos os links e sublinks.
 
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