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Universos Assimétricos

Uma História de Agressão

30.6.08

Figueira da Foz 




Já sei para onde vai a areia toda que desaparece da Costa de Caparica...


posted by perplexo  # 15:59

20.6.08

Eu também sou um grande mentiroso! 


Os leitores estão sempre dispostos a acreditar que as narrativas mais intimistas são, sobretudo, peripécias autobiográficas dos autores. O que não passa, geralmente, de um engano de leitores que não escrevem. É certo que, às vezes, o escritor também faz a catarse da sua vida, nas páginas que escreve. Mas sempre muito misturada com episódios que nunca viveu. Mente. Para tornar a história mais interessante. O escritor goza desse privilégio de viver outras vidas, outras peripécias de vida. Senta-se, não só para escrever, mas também para viver as vidas inventadas.

«Um dos princípios da criação literária é a invenção, a ima­ginação. Somos mentirosos; todo o escritor que cria é um men­tiroso, a literatura é mentira; dessa mentira, porém, sai uma recriação da realidade: recriar a realidade é, assim, um dos princípios fundamentais da criação» – Juan Rulfo (1918-1986).

Escrever, sei-o agora, é essa liberdade de mentir que o cidadão comum não tem. O cidadão é alvo de uma enorme censura social sobre a veracidade das suas afirmações. O mentiroso é votado ao desprezo.
Um escritor, pelo contrário, não só «está autorizado a mentir», como as suas mentiras são alvo de elogios, por parte de críticos e leitores, tanto maiores quanto maior for o tamanho da mentira, a que também chamam criatividade.
É curioso! É libertador! É muito motivante!

Comments:
Entre a realidade e a falsidade vai uma distancia tão grande que até pode ser ínfima,
Será que o processo termo-eléctrico que acontece entre os neurónios e que é materializado sob a forma de escrita, ou de pintura, ou de dança, ou de qualquer outra forma de criação, é falsidade?
Não o creio!
A partir do momento em que acontece na mente, passa a ser realidade, apenas não é ainda constatado pelos demais.
A questão põe-se, então, em se se trata de uma realidade individual ou de uma mentira colectiva.
Mas que é motivador, lá isso é.
 
e falta dizer, perdoa se acrescento, que é assustador esse modo de a gente mentir
eu explico
por qual motivo aparece escrito uma história que tu não viveste, nem ouvi contada do vizinho, nem, ao que lembres, leste?
e le ali está viva, sangrando, doendo como se fosse coisa nossa: cada criatura saindo sei lá de onde sem que a tenha engendrado de modo consciente: este é uma fada, aqiuela um duende, tudo coisa aldrabada porque eu quero e depois o tipo do barco casa com a criada do andar de cima
não é nada disto, entendes? é como se tivesses um andar de baixo, uma outra vida cheia de muita gente que, se lhes dás oportunidade salatam por aí à toa(nem sempre, mas no caso de quem escreve e depois já nem sabe passar sem esse modo de estar)
não é bem recriar a vida
nem será decerto pôr mentiras
é deixar que ser-se correia de transmissão: é mais isso o que se dá comigo e, sabes que de vez em quando, dá-me um certo receio, quase medo
exagero de dedo soltado em escrita, mas anda lá por perto rsss
 
tá cheio de erros porque nem reli e escrevi ao "coprrer da pena" espero que se entenda apesar de tudo...
 
Quando fôr grande, talvez venha a ser uma escritora! Quem sabe!
Um abraço
 
speaking of the level



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E o que acontece quando se bate na realidade?
O maior problema é a indiferença! Ninguém quer saber. Só querem atenção e respeito. Que são modos de poder alterados.
O escritor dilui-se no mar de criativos. O que faz o escritor quando apanha de caras a frieza de não conseguir ser mais cativante do que babuínos vestidos com as cores nacionais a jogar à boila!?

Rod
 
Eheheheh! Até parece que me estás a revelar as entranhas. Não imaginas quantas receitas contra o pé-de-atleta já me deram por causa do meu «Das Tinturra». Pois acontece que não tenho pé-de-atleta, nem nada que se assemelha a atleta... foi tudo mentira! E as mensagens podem até nem ser entendidas.
 
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13.6.08

Best of... Junho de 2007 


Coisa mental

Alguém vislumbrou esta forma imersa na pedra amorfa, trabalho grandioso, difícil de conceber, doloroso de parir.

(no Parque Eduardo VII)


Outro alguém optou por iniciar a tarefa fácil, mesquinha de a desagregar e devolver ao informe.

Que mente doentia, que espírito atormentado, que alma putrefacta é que enceta a actividade de mutilar e desfigurar uma escultura em pedra tão simples e majestosa como esta?

Cultura da novidade

Ok, a escultura acima não é das melhores obras que a Humanidade já produziu mas, ainda que fosse a mais aberrante, ninguém tem o direito a alterá-la, e, desde o momento em que ela foi entregue ao público e se tornou bem cultural colectivo, nem mesmo o artista que a concebeu.

E quanto alguns querem alterar a sua obra! É paradigmática a história dum pintor francês que, tendo uma obra sua num museu importante, mas estando descontente com um determinado matiz que tinha usado, conseguiu a colaboração de um amigo para entreter o vigilante, enquanto pincelava rapidamente a zona em causa com um matiz que achava mais adequado.

Esta escultura foi adulterada e é curioso que essa alteração lhe acrescentou significados. Já não representa só uma virtude ou uma deusa, representa agora também a maneira como esta sociedade lida com as suas obras de arte expostas e o que isso significa de divórcio em relação à arte tradicional e de desrespeito pelo espaço público e pelo outro. Ou o que era uma entidade majestosa e poderosa se ter transformado em vítima impotente. Ou outros sentimentos que nos acodem ao ver esta figura mutilada. É toda uma outra obra de arte que temos perante nós. Que algum artista plástico podia ter concebido, assim mesmo, mutilada. Como no século XIX se construíam ruínas de raiz.

Neste sentido, pode-se questionar se se deve devolver a estátua à sua forma original. Tenho a certeza que se houvesse discussão pública sobre este assunto haveria quem defendesse a manutenção do estado actual da obra. Assim, como está, transmite muito mais da sua história como escultura e da história desta sociedade.

Significa isto que se pode desculpar quem vandaliza esculturas no espaço público? Nem um bocadinho! E é condenável alguma cultura existente de repúdio pelo que está para trás, pela cultura dos pais e dos avós, só porque tem umas dezenas de anos, pelo património, só porque apresenta alguma pátina que o tempo dá.
É sintomático que se estejam a substituir as esculturas em pedra no espaço público por esculturas em bronze e aço. A ver se resistem aos activos interventores de espaço público que por aí obram.

É que, além do mais, não é necessário mais do que 1 monumento ao vandalismo na mesma cidade!


10.6.08

Dia de Portugal 


...contra os canhões, marchar, marchaaaaaar!

Vocação de carne para canhão?

9.6.08

Especialidade regional 



Muito parecida com a solha.


Comments:
Ignorância tua, camarada. Açolha é a fêmea. Agora o que eu não sabia era que podia ser pescada no forno.
 
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6.6.08

Tudo como dantes 


Há tempos, McCain dizia que os Estados Unidos iriam ficar 100 anos no Iraque.
Há semanas, Hillary declarou que o Irão seria obliterado se atacasse Israel.
Anteontem, Obama garantiu um apoio incondicional a Israel.

Portanto:
McCain persiste no caminho da carnificina de inocentes perpetrada pelo seu país, sem moral nem razão;
Hillary denuncia a própria postura belicista com a violência do verbo escolhido: obliterar;
Obama denuncia a própria continuação da política de genocídio com a escolha do adjectivo: incondicional;

Os Estados Unidos vão continuar à solta, a espalhar a guerra.

Comments:
A única hipótese para o Obama, é defender a política belicista externa dos EU, caso contrário está frito.
Um abraço. Augusto
 
enquanto todos continuarem a ser-lhes venerandos e obrigados, pouco mais há a dizer ou a fazer
 
I rest my case...
 
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4.6.08

«O mundo é dos espertos!» 


Agora, há uns carritos pequeninos que cabem em qualquer fracção de lugar de estacionamento. São tão curtos que estacionam de frente em estacionamentos longitudinais. Eles saem sempre bem, o que não se pode dizer dos outros que, tantas vezes, ficam literalmente bloqueados.


Comments:
... até apanharem alguém que diga: "O mundo é de quem tem dinheiro para pagar os estragos nos outros!" e lhes desfaça a carroceria mais a prosápia, entre outras coisas.
 
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Perdidos no Hiper-Espaço:

Em quarentena (Vírus linka-deslinka):

Desembarcados num Mundo Hospitaleiro:

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