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19.4.13

Cavaco silva




Na feira do livro de Bogotá, Cavaco Silva silvou, mas nem uma referência a Saramago. O Presidente da pátria de Saramago, embaixador-mor dos interesses portugueses, optou por ignorar o único prémio Nobel da Literatura em Português. Cavaco está a sabotar Portugal.

Não surpreende. Já conhecíamos o seu caráter mesquinho, vingativo, no vergonhoso discurso de vitória, quando foi eleito. Já sabíamos que um seu secretário de Estado, em 92, censurou Saramago. Já soubéramos que preferiu não ir ao funeral de Saramago. Já percebêramos a sua incultura básica em muitos episódios penosos. Incultura da mais dramática: a arrogante e contentinha.

Está bem de ver, Cavaco não é o presidente de todos os portugueses; é-o dos seus abstrusos correligionários, perdidos nas suas trágicas ideias económicas e políticas que produziram a crise e o Estado vigente; é-o dos seus corruptos apaniguados, que só continuam á solta por terem tomado o Estado. Cavaco ganhou – os Portugueses perderam. Triste fado!

1 comentário:

  1. Que tem a haver a visita de Cavaco Silva à feira do livro de Bogotá com o escritor José Saramago? Poderia ter-se simplesmente esquecido… talvez demasiado preocupado com os últimos investimentos na Bolsa de Valores; as últimas orientações não têm sido as mais favoráveis.
    O problema de Saramago é o de qualificar intelectualmente o Comunismo Marxista Leninista a começar pelo facto de ser membro do Partido. É o de, logo à partida, ter de se ajustar, sempre, em toda a sua obra a todos os delineamentos doutrinários. É a de, por isso mesmo, não saber nunca ou não poder ser isento. Principalmente porque a Bolsa, que lhe tem dado algum “pezinho de meia”, é para Saramago coisa de capitalistas latifundiários e chauvinistas, com falsas pretensões liberais e claramente uma ofensiva contra os interesses e a própria ética da classe proletária internacional, uma ofensa existencial mas também um símbolo justificador de “luta dos camaradas”, um mal necessário que abona a favor do mesmo Marxismo e de sua perpetuação eterna. Ámen.
    – Não! Não poderei aclamar a memória daquele que condenaria logo a minha fonte de recursos extraordinários – terá pensado – Foi uma falta de lembrança, ou… não terá sido oportuno… Não quero saber! Prontos.

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