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18.10.15

Mentecaptos




Marques Mendes: “Regra em Portugal é que quem ganha forma governo.”
Ferreira Leite: “O que António Costa está a fazer é um verdadeiro golpe de Estado.”
Maria João Avilez: “António Costa – O usurpador”
Rui Ramos: “Mas o problema não é a repetição do PREC. É o risco para o regime da abolição das suas regras, (…)
Helena Matos: “António Costa não é politicamente fiável.”
Fátima Bonifácio: “Costa não tem carácter, não é homem de palavra, não olha a meios.”

Estes e outros comentadores políticos – opinadores que nos habituámos a deixar entrar na nossa casa, por, supostamente, emitirem palavras sensatas – têm tido, nos últimos dias, palavras de uma burrice inaudita. Por mim, tomo consciência de que tenho andado, há muito, a dar ouvidos a néscios. Das duas, uma: ou são desonestos – com agendas alheias ao interesse das pessoas, ao meu em particular (malignidade que não quero ainda reconhecer-lhes) – ou são mentecaptos. (Como a palavra me sugere “mentes capturadas”, vai dar ao mesmo, a diferença estará na consciência do que se está a fazer.)

Inclino-me para esta hipótese. O contacto prolongado com ideias erradas afeta o cérebro.

A bem da minha saúde mental e de um verdadeiro serviço ao público, peço aos meios de comunicação social que nos concedam pessoas comentadoras não completamente perturbadas.

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