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19.3.04

Intermezzo para notícias de Terris I

A nave científica Terris I pousou no 3º planeta do Sol. Os sensores electromagnéticos indicavam que o solo circunvizinho da nave formava uma estrutura regular de pequenos monólitos de secção quadrada, com algumas alternâncias entre brancos e negros. Os cientistas desembarcaram e começaram a explorar a superfície dessa estrutura. Depararam com uma pequena saliência isolada e de aspecto pastoso. Os seus sensores fotoscópicos pareciam indicar que se tratava duma copropoia. Também os seus analisadores químicos de fase gasosa apontavam no mesmo sentido. Então o cientista mais graduado recolheu uma pequena amostra da estranha formação e colocou-a no seu analisador químico corporal de fase líquida. Imediatamente fez um esgar e exclamou agoniado: «Confirma-se. Trata-se duma copropoia de canis lupus local. Ainda bem que não a destruímos, pousando nela por distracção algum dos nossos membros de locomoção!».

Apesar dos terrestres calcularem que a probabilidade de um extraterrestre pisar uma copropoia é inferior a 0,00001, isso tem acontecido em todas as viagens de exploração anteriores, razão que explica as suas fugazes aparições.

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