Esta estratégia de compra e venda nervosa, sempre atenta aos pequenos indícios, obriga a muitas transacções. E estas não são grátis. Os bancos cobram comissões por cada transacção por si intermediada. Corre-se o risco que o eventual ganho seja todo devorado pelas comissões bancárias.
A CGD cobra 7 euros por cada transacção. Compra e venda duma acção ficam assim em 14 euros. Se alguém comprar 100 acções duma empresa a 5 euros cada, pagará 507 euros. Se se assustar com uma pequena descida e vender a 4,80 euros, receberá 473. Se comprar numa pequena subida e comprar a 5 euros, pagará 507. Se por fim vender quando as acções estiverem a valer mais 10%, dos 550 euros recebe 543. Feitas as contas, (-507+473-507+543), fica a ganhar 2 euros, isto é, 0.4%.
Não vale o risco. Qualquer certificado de aforro dá mais.
Se contarmos com outra comissão bancária – a de guarda de acções, perde-se dinheiro.
As comissões obrigam a ser parcimonioso nas transacções. E a tentar investimentos maiores, onde os 7 euros representem uma percentagem mais reduzida – 2*7 euros em 500, representam 2,8%, mas em 1400 já só representam 1%.
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