Ontem fiquei muito incomodado com
a pose histérica e o tom autoritário da presidente da Assembleia da República, mandando
sair um grupo que interrompeu os trabalhos, ao lançar papelinhos e balões. Citou
mesmo uma referência dos oprimidos, (Simone de Beauvoir) insinuando que os
manifestantes equivaliam a “carrascos” da liberdade.
Para esta senhora, os deputados
não podem ser distraídos das suas funções e têm o direito, para não serem incomodados,
de limitar ou impedir o acesso às galerias do público. Por outro lado, o
público, o cidadão, pode ser maltratado de todas as maneiras na sua vida,
incluindo ser desapossado de salário e emprego, sem manifestar qualquer zumbido que
incomode os senhores deputados.
Esta senhora devia ter a consciência
de que tem rabos-de-palha, que a reforma que começou a auferir com poucos anos
de serviço público, ainda que legalizada por uma qualquer lei perfeitamente
legal, não deixa de suscitar grande repulsa, sobretudo em quem tem ou teve de trabalhar
40 anos para ter direito a uma, e bem menor, geralmente.
E devia ter consciência de que há
muito tempo, ainda que o não sinta, se passou, objetivamente, para a barricada
dos opressores, isto é, o grupo que tem desgovernado o país, fazendo cortes nos
proventos dos oprimidos e mantendo as prebendas dos fortes.
Devia aproveitar ser tolerante, enquanto
os manifestantes só lançarem papelinhos e balões. Quando, se algum dia, chegar o
”dia das surpresas” será demasiado tarde para ser tolerante.
É aqui que faço Like?
ResponderEliminarEste ponto é muito sensível e altamente inflamatório!
O momento em que ninguém impede o avanço da populaça pela Assembleia adentro com o intuito de intersectar a fronha da presidente da Assembleia com um golpe de estado!
Rod
Quão longe estaremos de guilhotinarmos estes gajos tipo revolução francesa?
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