A
potência hegemónica continua a matar com muita eficácia em várias partes do
mundo. Mata homens mulheres e crianças, combatentes do império ou não, através
de ultratecnologia, com aviões a sobrevoar o Paquistão ou outro país devassado
(um dia será Portugal), telecomandados de um confortável edifício a milhares de
quilómetros, numa cidade americana. Mata muito eficazmente, acicatando grupos
nacionais uns contra os outros, em vários países islâmicos, e não só. Num ou
noutro estádio das lutas fratricidas, esse país, ou os seus recursos económicos
caem-lhes nas mãos. Lei da selva. Mantém prisioneiros sem julgamento em Guantánamo,
como estado inimigo dos direitos humanos por excelência. Alguns jovens heróis
têm denunciado as práticas ignóbeis que a potência utiliza, como a da recente
denúncia da devassa das redes sociais pela espionagem americana (que só
surpreendeu os desatentos), mas a potência, grotesca e insensível, não tem
nenhum assomo de redenção e trata-os como traidores. A impunidade pelas
mortandades está praticamente assegurada. São poucas as pessoas que esperam um
“julgamento de Nuremberga” para os dirigentes americanos.
Por
cá, a opinião pública todos os dias é enriquecida com mais uma tomada de conhecimento
de mais uma sacanice económica ou financeira, através da comunicação social
clássica, mas também através das redes sociais e das comunicações electrónicas.
Cada vez o nosso conhecimento mais aumenta sobre a cupidez tonta dos que vivem
no sonho malévolo do capitalismo sem regras, acreditando que o que o país
precisa é que o povo não deixe os acionistas dos bancos sem um fluxo regular de
dividendos. Nestes aspetos, estamos melhor: sabemos quem eles são e o que estão
a roubar. Ficarão impunes como os outros, mas sabem que nós sabemos que são
canalha reles (às vezes sabe bem uma redundância).
10
anos: Parabéns!
Sem comentários:
Enviar um comentário