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6.7.14

Lapso freudiano


O BPI está a fazer passar nas televisões uma campanha publicitária que não é boa propaganda para ele, porque é muito ilustrativa do comportamento pouco prudente dos bancos, a que a maioria já nos habituou:
Uma família, passeando no campo, e na iminência de uma enorme trovoada, abriga-se sob uma árvore imponente, escapando da chuva, mas sujeitando-se a apanhar com um raio.

Neste sentido, é muito pedagógico; não está a enganar ninguém:

Quem se abriga recorrendo a bancos livra-se de alguns pequenos contratempos económicos pontuais mas sujeita-se a desastres socioeconómicos globais que lhe destroem a vida toda e as da sua família.

1 comentário:

  1. O meu amigo Freud chegou uma vez a afirmar-me pessoalmente que há que dar rédeas soltas ao animal sexual que vive em cada um de nós para que a repressão não nos surpreenda em cada esquina e possamos logo assim minimizar as compulsões mais radicais...
    A questão do BPI reporta-se sem dúvida diretamente a esse tipo de repressão Freudiana e remonta ao paradigma estadounidense.

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